O dono da GAS Consultoria Glaidson Acácio dos Santos e outros 16 acusados no âmbito da "Operação Kryptos" viraram réus na terça-feira, depois que o juiz Vitor Valpuesta, da 3ª Vara Federal do Rio de Janeiro, aceitou a denúncia que os incrimina por fraudes contra o sistema financeiro nacional, informou reportagem do portal g1. Eles responderão por crimes de gestão de organização financeira sem autorização, gestão fraudulenta e organização criminosa.

No mesmo dia, a GAS Consultoria Bitcoin divulgou um comunicado afirmando que recebeu a acusação formal como um "fato positivo", pois permitirá que os réus apresentem sua defesa perante à Justiça. A nota informa também que a empresa "acolheu pedido formulado pelo MPF no sentido de suspender suas atividades, de modo que o prosseguimento das operações representaria descumprimento de ordem judicial."

Segundo a denúncia acatada pela Justiça, Glaidson e sua mulher, a venezuelana Mirelis Zerpa, teriam “promovido, constituído, financiado e integrado, pessoalmente, de modo estruturalmente ordenado e com divisão de tarefas, organização criminosa preordenada à prática de crimes contra o sistema financeiro, contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro auferido desses crimes, valendo-se, para tanto, de extensa rede de pessoas físicas e jurídicas, atuantes no Brasil e no exterior”.

As investigações concluíram também que a GAS Consultoria captou e geriu recursos de terceiros. O relatório final apontou indícios de que a empresa era usada para lavagem de dinheiro do crime organizado:

 "Identificadas informações concretas a respeito da utilização do grupo GAS para a injeção de recursos oriundos de crimes graves como tráfico de drogas e constituição e funcionamento de milícias privadas".

Além de Glaidson, preso em no presídio de segurança máxima no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, e de Mirelis, foragida, de acordo com a reporgagem do g1 a denúnica tornou réus os seguintes integrantes do esquema: Felipe José Silva Novais (foragido), Kamila Martins Novais (foragida), Tunay Pereira Lima (preso), Márcia Pinto dos Anjos (presa), Vicente Gadelha Rocha Neto (foragido), Andrimar Morayma Rivero Vergel (responde em liberdade), Diego Silva Vieira (responde em liberdade), Mariana Barbosa Cordeiro (responde em liberdade), Paulo Henrique de Lana (responde em liberdade), Kelly Pereira Deo de Souza Lana (responde em liberdade), João Marcus Pinheiro Dumas Viana (foragido), Larissa Viana Ferreira Dumas (responde em liberdade), Guilherme Silva de Almeida (responde em liberdade), Alan Gomes Soares (responde em liberdade), Michael de Souza Magno (foragido).

O juiz determinou também que os réus que estão em liberdade fiquem proibidos de sair do país e entreguem os seus passaportes à Justiça em no máximo 24 horas.

Conforme o Cointelegraph Brasil vem noticiando recentemente, a GAS Consultoria operava um esquema de pirâmide financeira baseado em investimentos em Bitcoin que oferecia aos clientes retornos de 10% ao mês sobre os valores aplicados. A organização criminosa foi desvendada e desarticulada a partir da operação conjunta deflagrada pelo MPF e pela Polícia Civil do Rio de Janeiro no final de agosto.

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