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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

PGR deve acionar STF para impedir regulamentação da bets no Brasil

Ação Direta de Inconstitucionalidade quer invalidar PL aprovado em dezembro pelo Congresso prevendo a normatização das plataformas de aposta on-line.

PGR deve acionar STF para impedir regulamentação da bets no Brasil
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, deve ingressar nos próximos dias com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), representação que pretende evitar a regulamentação das bets no Brasil, prevista para entrar em vigor em janeiro de 2025.

De acordo com uma publicação da Folha de São Paulo na última semana, o Projeto de Lei (PL) aprovado em dezembro de 2023 pelo Congresso estabelecendo o marco normativo das plataformas de apostas on-line no país, segundo Gonet, vai na contramão das garantias básicas aos cidadãos, previstas na Constituição.

Na avaliação do representante da Promoção Ministerial, as bets são prejudiciais, por exemplo, à saúde e à economia do país porque estimulam o gasto desenfreado.

Segundo a publicação, a Procuradoria-Geral República (PGR) deve apontar para a necessidade de uma regulamentação mais forte, com mecanismos de controle sobre possíveis fraudes, inclusive no futebol, já que a maior parte dos principais clubes do país são patrocinados por bets.

No final de outubro, o Ministério da Fazenda, anunciou a assinatura de um termo de cooperação técnica com quatro organismos de monitoramento e integridade no esporte, acordo voltado à fiscalização de manipulação de resultados e outros problemas relacionados às bets. Já a revista científica voltada à medicina Lancet alertou em editorial que “o jogo não é um tipo comum de lazer; pode ser um comportamento prejudicial à saúde e viciante”. 

Em relação aos impactos financeiros, o banco Santander publicou um relatório recente apontando que as plataformas de apostas on-line podem reduzir até 0,3% o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2024, já que o prejuízo dos apostadores do país nas plataformas de apostas esportivas on-line são estimadas entre R$ 24,7 bilhões e R$ 35,9 bilhões.

Na tentativa de conter o avanço das bets irregulares, o governo federal governo federal, por meio da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, enviou à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) na última semana uma lista com 1.443 sites de bets a serem bloqueados no país, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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