A Polícia Federal (PF) deflagrou na última terça-feira (21) a Operação Harvest com objetivo de reprimir um suposto esquema de evasão de divisas baseado na divisa entre o Brasil e o Uruguai e Curitiba (PR). A ação envolve cinco empresas de Santana do Livramento (RS) e uma da capital paranaense, que atuavam na intermediação de pagamentos de seus clientes, vinculados a casas de apostas e plataformas de investimento do exterior, tanto no mercado financeiro formal quanto no de criptomoedas.
Imagem: Divulgação/PF
Durante a ação, os agentes cumpriram um mandado de prisão e quatro de busca e apreensão, além de cumprirem ordem judiciais de sequestro de bens totalizando cerca de R$ 2,3 bilhões.
A investigação apura a atuação de um brasileiro que mora em Montevidéu, no Uruguai, atribuído como administrador das empresas brasileiras, que, segundo a PF, funciona como “ferramenta de intermediação de pagamentos dos clientes, vinculados a casas de apostas e plataformas de investimento estabelecidas no exterior, configurando a evasão de divisas.”
A polícia também apurou que as empresas investigadas reinvestem os recursos dos clientes brasileiros por conta própria. Operações feitas à margem de qualquer autorização do Banco Central ou dos clientes. Segundo a PF, “Já há informações de centenas de clientes que não tiveram seus créditos ou resgates realizados pelas empresas do investigado.”
Reclamações da Braiscompany
O MP-Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público da Paraíba) divulgou um formulário direcionado a clientes da Braiscompany, empresa acusada de ser uma pirâmide financeira baseada em criptomoedas. Nesse caso, os clientes lesados da Braiscompany interessados em formalizar suas reclamações através do documento têm até o dia 31 de março para preencherem do formulário. Isso porque, segundo o promotor Romualdo Tadeu, o Ministério Público precisa cumprir os prazos previstos em lei para ingressar com a ação civil pública contra a empresa.
Por sua vez, o dono da Braiscompany, Antônio Neto Ais, reapareceu nas redes sociais nos últimos dias dizendo que é perseguido e que ‘ajudamos milhares de pessoas’ a gerar liberdade financeira. Considerado foragido da Justiça, ele ainda culpou o Bitcoin e a FTX pela queda da empresa, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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