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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Rafaela Romano
Revisado por Rafaela Romano,Ex-editor da equipe

Suspeito de matar líder da pirâmide financeira D9 é preso no Rio Grande do Sul

Pai e Filho são presos no Rio Grande do Sul acusados de matar líder da D9 que também era acusado de assassinato de marqueteiro da pirâmide financeira

Suspeito de matar líder da pirâmide financeira D9 é preso no Rio Grande do Sul
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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul anunciou que prendeu, no sábado (09), dois suspeitos de matar um líder da D9 Clube de Empreendedores, empresa comandada por Danilo Santanta (Dubaino) e aponta como um dos maiores golpes com Bitcoin do Brasil que teria lesado milhares de pessoas em todo o Brasil.

Os suspeitos são acusados de executarem, de forma brutal, o ex-líder da D9, Maurício Antônio Pastorio Dalpiaz. De acordo com informações da Polícia Civil, os suspeitos são pai e filho e teria aplicado na suposta pirâmide e, sem conseguir reaver seus valores resolveram executar o ex-líder e divulgador do golpe.

Segundo a Polícia, os dois ex-investidores teriam ido até a casa de Dalpiaz para tentar reaver o valor aplicado, contudo, sem qualquer promessa de recebimento dos valores investidos, resolveram executar o líder da pirâmide financeira e jogar o corpo em um matagal.

Presos, pai e filho deram versões opostas sobre os motivos e como o ex-líder foi assassinado, porém, ambos confessaram o crime a agora, aguardam julgamento na prisão.

Antes de ser assassinado, líder também teria matado integrante da D9

Contudo, embora Dalpiaz tenha sido assassinado por ser um dos líderes da D9 e acusado de ter aplicado um golpe em diversos investidores no Rio Grande do Sul, ele também era acusado de ter executado um líder da D9, o marqueteiro da D9. Márcio Rodrigo dos Santos.

Santos foi morto, também de forma brutal, em 2018 e, embora seu corpo tenha sido encontrado carbonizado em um carro, a polícia sempre suspeitou que o caso não teria sido um acidente mas uma vingança de investidores da empresa.

Contudo, de acordo com investigações que eram conduzidas pelo Delegado Fernando Pires Branco, o agora morto, Maurício Antônio era um dos acusados da execução do antigo marqueteiro da D9.

A vítima Maurício, quando foi executado em janeiro, estaria novamente divulgando esquemas de pirâmide financeira, dessa vez a One Seven Company. Além disso, era investigado pelo homicídio de Márcio Rodrigo. O crime é uma atividade com fim trágico, e mostra mais uma vez que não compensa.

Maurício divulgava outro golpe

No entanto, apesar de ser apontado como um dos supostos assassinos de Márcio Rodrigo dos Santos, e de ter ajudado a D9 a aplicar um dos primeiros golpes com Bitcoin do Brasil, Maurício continuava no segmento das pirâmides financeiras e atuava como divulgador de um novo golpe, a One Seven Company.

A One Seven Company, assim como a D9, promete rendimentos garantidos por meio de supostas operações capazes de oferecer rentabilidade de até 4% ao dia.

Contudo nem a empresa e tampouco qualquer um de seus líderes ou organizadores possuem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado.

Dubaiano

Enquanto líderes da antiga D9 são assassinados e investidores amargam seu prejuízo, o fundador da empresa e principal articulador do golpe, segundo a Polícia Federal, o agora músico Danilo Santana, vive uma vida de luxo em Dubai, país no qual se apresenta como Dubaiano.

Santana que está foragido da Justiça do Rio Grande do Sul e da Bahia é acusado de estelionato, lavagem de dinheiro, crime contra a economia popular, entre outros. O, agora músico, teria movimentado quase R$ 500 milhões de maneira ilegal, de acordo com a justiça.

"Danilo fez uma movimentação criminosa através de relacionamentos familiares. Valores volumosos, R$ 38 milhões, R$ 36 milhões, que transitaram em contas bancárias dessas pessoas no período em que o empreendimento buscava seus empreendedores por meio de recrutamento", afirma o promotor de Justiça da Bahia Inocêncio de Carvalho Santana.

Contudo, nada disso impediu que Santana, em Dubai, iniciasse uma 'nova vida', agora como músico, supostamente com o dinheiro das pessoas que acreditaram em suas promessas e aplicaram valores na D9.

Mesmo incluído em uma lista de procurados da Interpol e com processo de extradição em andamento, Santana diz que deseja iniciar uma turnê de divulgação de seu álbum musical gravado com direito a superprodução e convidados, em uma praia de Dubai.

"A gente passou um período de praticamente um ano em laboratório e a gente selecionou a dedo essas 15 músicas", afirma o investigado que adotou o nome artístico de Dubaiano.

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