Foragido após aplicar golpe com empresa D9, Danilo Santana investe em carreira musical e vida de luxo em Dubai

Depois de ter supostamente lesado milhares de pessoas com a D9, que vendia pacotes de investimento baseado em trader esportivo e criptomoedas prometendo rendimentos de até 200%, Danilo Santana, 'investe' agora na carreira musical e passou a se chamar Dubaiano, vivendo uma vida de Luxo em Dubai, segundo reportagem do portal G1.

Santana, segundo a reportagem, está foragido da Justiça do Rio Grande do Sul e da Bahia. acusado de estelionato, lavagem de dinheiro, crime contra a economia popular, entre outros, por conta da suposta pirâmide financeira, D9. O, agora músico, teria movimentado quase R$ 500 milhões de maneira ilegal, de acordo com a justiça.

"Danilo fez uma movimentação criminosa através de relacionamentos familiares. Valores volumosos, R$ 38 milhões, R$ 36 milhões, que transitaram em contas bancárias dessas pessoas no período em que o empreendimento buscava seus empreendedores por meio de recrutamento", afirma o promotor de Justiça da Bahia Inocêncio de Carvalho Santana.

Contudo, nada disso impediu que Santana, em Dubai, iniciasse uma 'nova vida', agora como músico, supostamente com o dinheiro das pessoas que acreditaram em suas promessas e aplicaram valores na D9.

Segundo a reportagem do G1, enquanto as vítimas da D9 amargam seus prejuízos, Santana vive em um condomínio de luxo em Dubai e na frente de sua casa há uma Ferrari e um Rolls-Royce. Na casa, para 'apoiar' a nova carreira musical, um verdadeiro estúdio musical

Mesmo incluído em uma lista de procurados da Interpol e com processo de extradição em andamento, Santana diz que deseja iniciar uma turnê de divulgação de seu álbum musical gravado com direito a superprodução e convidados, em uma praia de Dubai.

"A gente passou um período de praticamente um ano em laboratório e a gente selecionou a dedo essas 15 músicas", afirma o investigado.

Em março deste ano, o Brasil e os Emirados Árabes acertaram um acordo geral de extradição, que está sendo analisado pelo Congresso, "Se eu te disser que não existe um temor de extradição, eu tô mentindo. Mas eu sou muito tranquilo e eu acho que as coisas acontecem do jeito que tem que acontecer", diz

Santana, ou Dubaiano, porém nega que tenha aplicado um golpe no Brasil e declara que apenas criou um curso sobre trader esportivo e que deseja devolver o dinheiro as vítimas.

"O que a gente fez foi criar um curso pra ensinar as pessoas ter as análises estatísticas desses mercados. A gente tem valores superiores ao que as pessoas que se sentiram lesadas têm a receber. Que tenha um ressarcimento, e eu sou a favor disso", diz.

Danilo que antes se vangloriava dos supostos resultados da D9, agora se vangloria de sua suposta habilidade musical e de seu 'sucesso' no youtube, já que teria músicas com até 231 mil visualizações.

"Com produção musical de Carlos Viatella, da Colômbia, Mixagem e Masterização de Bernardo Fabriek, de Portugal, Percussão de Alexander Amoros, de Cuba, Violão de Vladimir Maisiuk, da Bielorussia, Bateria de Lance Woodman, da África do Sul, o Baixista Anthony Muthurajah, do Sri Lanka e Equipe de Edição, Design e Comunicação do colombiano Willo Keys e a brasileira Fabíola Martin, essa combinação multicultural traz uma essência única ao trabalho. Além disso, o projeto conta com parcerias de renome, como o grande Produtor Musical Ray Ferrari, sócio do STUDIO FS, já indicado ao Grammy Latino com os álbuns: “Sou Do Interior”, de Fernando e Sorocaba e “Dois Tempos”, de Zezé Di Camargo e Luciano" diz um comunicado de imprensa sobre a banda de Dubaino.

Dubai não só teria representado uma nova 'carreira' para Santana quanto pode ter sido literalmente uma nova vida para o operador da D9 já estava enquanto ele estave em Dubai, um dos supostos líderes da D9, Márcio Rodrigo dos Santos, foi assassinado no Brasil, em 2018.

Santos teria sido morto justamente por conta das atividades da D9 e teve seu o corpo carbonizado dentro de seu próprio carro, conforme a Polícia Civil de Santa Catarina divulgou.

O assassinato ocorreu, a mando de empresários que investiram cerca de R$ 200 milhões na D9 tendo Márcio como intermediário. Em 2017, Márcio chegou a ser preso mas foi posto em liberdade, e continuou a atuar em negócios nebulosos que prometiam lucros exorbitantes e causavam prejuízos a quem acreditava em suas promessas.

Como noticiou o Cointelegraph, o Ministério Público Federal encaminhou à Justiça Federal a acusação formal contra Leidimar Lopes, Danter Silva e mais 13 pessoas ligadas às atividades da suposta pirâmide financeira, Unick Forex, suposta pirâmide financeira que prometia rendimentos de até 400% por meio de atividades no mercado Forex com Bitcoin. 

Na acusação o MPF acusa Lopes e todos os demais supostos organizadores da Unick de organização criminosa.

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