Operador de exchange é extraditado para França sob acusação de lavagem de dinheiro no valor de US$ 4 bilhões

Alexander Vinnik, o suposto ex-operador da agora extinta exchange de criptomoedas BTC-e, será extraditado para a França, de acordo com uma nova decisão da Grécia.

Após anos de desacordo sobre qual jurisdição deveria se preocupar com o suposto suspeito de lavagem de Bitcoin (BTC), o Ministério da Justiça, Transparência e Direitos Humanos decidiu enfim extraditar o cidadão russo para a França. A notícia foi dada pela Embaixada da Rússia na Grécia via Twitter, em 20 de dezembro.

Embaixada da Rússia lamenta que Grécia "ignore" pedidos para levar Vinnik ao país de sua cidadania

Observando que a decisão foi proferida pelo Ministro da Justiça, Konstantinos Tsiaras, a Embaixada Russa lamentou que o governo grego "ignorou" o pedido da Rússia de extraditar Vinnik para o país de sua cidadania.

A Rússia tomou várias medidas para levar Vinnik à sua terra natal desde que o suposto criminoso foi preso pela primeira vez na Grécia em julho de 2017. Além de apresentar vários pedidos junto às autoridades judiciais gregas, a Rússia também procurou ajuda do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, para colocar o suposto criminoso sob sua jurisdição.

Alegado mentor por trás de um esquema de lavagem de US$ 4 bilhões, Vinnik queria ser extraditado para a Rússia

No entanto, a Rússia não era o único país a lutar por Vinnik, já que os Estados Unidos também buscavam sua extradição. Conhecido como "Mr. Bitcoin", de 39 anos, é supostamente o cérebro de um esquema internacional de lavagem de dinheiro que processou mais de US$ 4 bilhões em fluxos de capital.

Em 2017, Vinnik declarou publicamente sua inocência e até se ofereceu para ajudar o presidente russo Vladimir Putin como especialista em tecnologia digital. Em março de 2019, Vinnik recorreu com um tribunal grego por sua libertação ou extradição para a Rússia.

Controvérsia em torno da BTC-e continua

Enquanto a dúvida sobre a extradição de Vinnik circula na mídia desde 2017, algumas novas acusações surgiram recentemente. Em julho de 2019, os promotores norte-americanos apresentaram uma queixa contra Vinnik.

No final de novembro, Nobuaki Kobayashi, administrador da agora extinta exchange de Bitcoin, MT. Gox, entrou em contato com o Departamento de Justiça dos EUA em busca de informações sobre Vinnik.