Cointelegraph
Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Preso na Baixada Fluminense integrante do grupo do Faraó dos Bitcoins

Thiago Julio Galdino teria participado de homicídios e tentativas de homicídio de concorrentes de Glaidson Acácio dos Santos.

Preso na Baixada Fluminense integrante do grupo do Faraó dos Bitcoins
Brasil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na última segunda-feira (11) Thiago Julio Gadelha, ligado a Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó dos Bitcoins. Thiago estava em um imóvel no bairro Parque São Bento, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Segundo a polícia, as investigações apontaram que Thiago fazia parte de um grupo envolvido em diversos delitos, desde crimes financeiros até crimes contra a vida. Segundo os agentes, o preso também é envolvido em homicídios e tentativas de homicídio, ocorridos em 2021 na Região dos Lagos, no estado do Rio, onde se concentravam as operações de Gaidson.

As vítimas, de acordo com o inquérito policial, eram concorrentes ou pessoas que pudessem representar ameaça à GAS Consultoria Bitcoin, empresa comandada pelo Faraó dos Bitcoins. Segundo a polícia, Thiago chegou a permanecer cerca de dois anos preso em razão desses homicídios, mas passou a responder em liberdade, até que, no mês passado, a Justiça expediu mandado de prisão preventiva, desta vez pelo crime de integrar organização criminosa, que foi cumprido nesta segunda.

O comunicado não detalhou quais os homicídios e tentativas de homicídio pesam contra Thiago, mas a prisão aconteceu menos de duas semanas após a Justiça decidir levar Glaidson e outros 11 réus a júri popular pelo assassinato de Wesley Pessano, de 19 anos, morto a tiros em 4 de agosto de 2021, em São Pedro da Aldeia, Região dos Lagos.

Em outubro de 2021, Glaidson também foi indiciado pela tentativa de assassinado de outro concorrente, Nilson Alves da Silva, o Nilsinho, que foi baleado no interior de uma BMW X6 avaliada em aproximadamente R$ 600.000 enquanto trafegava na Rua Maestro Braz Guimarães, em Cabo Frio, também na Região dos Lagos.

À frente da GAS Consultoria Bitcoin, Glaidson e sua mulher, a venezuelana Mirelis Zerpamovimentaram cerca de R$ 38 bilhões em seis anos, atraindo clientes de diversas regiões do Brasil sob a promessa de rendimentos de 10% ao mês mediante investimentos em criptomoedas, mas a empresa sequer possuía registro junto aos órgãos regulatórios para operar no mercado financeiro. Glaidson está preso desde agosto de 2021, quando foi deflagrada a Operação Kryptos, que desmantelou o esquema.

No final de junho deste ano, a Polícia Federal prendeu Mirelis Zerpa, que foi deportada dos Estados Unidos, onde estava presa desde janeiro de 2024, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

A Cointelegraph está comprometida com um jornalismo independente e transparente. Este artigo de notícias é produzido de acordo com a Política Editorial da Cointelegraph e tem como objetivo fornecer informações precisas e oportunas. Os leitores são incentivados a verificar as informações de forma independente. Leia a nossa Política Editorial https://br.cointelegraph.com/editorial-policy