A Liqi anunciou esta semana que fará parte da segunda fase do piloto do Drex, a versão brasileira de moeda digital emitida por banco central (CBDC, na sigla em inglês). A atuação da fintech especializada em infraestrutura blockchain se dará pela tokenização de operação de crédito colateralizado em Certificado de Depósito Bancário (CDB).
A companhia acrescentou que apoiará o Itaú Unibanco no consórcio junto ao Banco do Brasil (BB), Bradesco e a empresa de tecnologia e infraestrutura financeira Núclea com o objetivo de trazer sua expertise sobre a tokenização do mercado de capitais e de crédito.
“Estamos felizes em finalmente fazer parte dos testes do Drex e em poder mostrar tudo o que a Liqi vem aplicando com sucesso durante esses anos. Acreditamos que o Drex vai ser a principal infraestrutura de tokenização do mercado. Em um futuro próximo, vamos rodar nossas soluções de contratos inteligentes que contêm as regras e covenants de operações financeiras dentro dele”, destacou Daniel Coquieri, CEO e fundador da Liqi.
De acordo com a Liqi, no caso de uso do teste, CDBs serão utilizados como garantia em uma operação de empréstimo, por meio de contratos inteligentes na blockchain contendo todas as regras das operações, possibilitando que haja mais transparência em todo o processo, visto que os envolvidos poderão acompanhar todas as informações, transações e regras contidas neste contrato programável.
A empresa acrescentou que a tokenização dessa operação trará mais segurança, uma vez que as informações contidas no contrato não poderão ser alteradas, e também garantirá a democratização desta operação, visto que ao utilizar a blockchain e os contratos inteligentes, pessoas e empresas poderão, por exemplo, utilizar seus investimentos para realizar empréstimos em diferentes instituições, dando acesso a crédito e melhores oportunidades para todos. Assim, o consórcio terá a chance de testar diversas das vantagens atribuídas ao Drex.
“Este é mais um importante passo para a segunda fase do Drex, uma vez que o teste abrange um caso de uso do Drex em uma operação de crédito, que futuramente pode beneficiar pessoas físicas e empresas. Ter a Liqi como parceiro nesta fase do piloto trará maior maturidade para os testes, dada a sua experiência no mercado de tokenização”, comentou Guto Antunes, head da Itaú Digital Assets.
Em agosto, a gestora global de ativos alternativos Patria anunciou um aporte de R$ 11 milhões na Liqi, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.