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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Advogados de Tatá Werneck rebatem quebra de sigilo bancário na CPI das Criptomoedas: ‘BC, MP, Receita permitiram atividade da Atlas’

Ao lado de Cauã Reymond e do apresentador Marcelo Tas, que também tiveram quebra de sigilo aprovada, atriz participava de propagandas da empresa acusa de pirâmide.

Advogados de Tatá Werneck rebatem quebra de sigilo bancário na CPI das Criptomoedas:  ‘BC, MP, Receita permitiram atividade da Atlas’
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Os advogados Ricardo Brajterman e Maíra Fernandes, que representam a atriz, humorista e apresentadora Tatá Werneck, pronunciaram-se em nota publica nesta quinta-feira (24) sobre a aprovação de quebra de sigilo bancário da artista na última quarta-feira (23) pela CPI das criptomoedas.
A decisão também incluiu o ator Cauã Reymond e o apresentador Marcelo Tas, os três participavam de propagandas publicitária da empresa Atlas Quantum, uma das empresas investigadas pela CPI, que oferecia arbitragem em negociação de criptomoedas e causou um prejuízo estimado em R$ 7 bilhões a cerca de 200 mil clientes, no Brasil e no exterior.
Ao Blog de Janildo, no Uol, os advogados se disseram perplexos com a decisão argumentando que “Tatá atuou somente como garota-propaganda da Atlas, há longínquos cinco anos, ocasião em que não havia nada que desabonasse aquela empresa.” 
“Ora, se o Banco Central, a CVM, o Ministério Público, a Receita Federal e os demais Órgãos Reguladores permitiam a atividade da Atlas junto ao grande público, como poderia a Tatá, que é somente uma atriz, adivinhar que essa empresa teria alguma atividade ilegal?”, questionaram.
Os representantes da atriz disseram ainda que Tatá jamais se envolveria em um escândalo, lesando consumidores, vinculando sua imagem, caso soubesse de alguma ilegalidade da empresa que, segundo eles, nunca recebeu investimentos da artista, tampouco qualquer participação nos rendimentos ou no quadro societário da Atlas. 
O requerimento de quebra de sigilo bancário de Tatá, Cauã e Marcelo foi proposta pelo deputado federal Paulo Bilynskyj  (PL-SP) ao justificar que o abjetivo é o acesso aos “contratos e aos dados do pagador, relativos às campanhas realizadas.” 
A defesa de Tatá acrescentou que vai adotar as medidas judiciais cabíveis e que “admitir que os artistas sejam punidos por possíveis erros futuros de empresas para as quais tenham feito propaganda – e pelas quais sequer continuem contratados – significaria o fim da publicidade no Brasil.” 
    
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