A CPI das Criptomoedas deve receber na tarde desta terça-feira (22) o ex-meio-campo da Seleção Brasileira Ronaldinho Gaúcho, já que o ex-atleta era um dos representantes de uma das empresas investigadas, a 18k, que prometia retornos diários de 2% aos clientes sobre investimentos em criptomoedas. No entanto, o Bruxo, como o ex-jogador e popularmente conhecido, poderá ficar em silêncio em razão de uma decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre as empresas investigadas pela CPI das Criptomoedas está a Braiscompany, cujos donos tiveram apreendidos aviões, carros e relógios de luxo, joias, equipamentos eletrônicos e dólares em espécie pela Polícia Federal (PF), durante a Operação Halving em março, segundo um levantamento publicado pela ESPN esta semana. Isso porque, o mundo do futebol se agitou novamente na semana passada, quando veio à tona que o ex-Fluminense e Atlético Mineiro Magno Alves, o “Magnata”, perdeu R$ 30 milhões na Braiscompany.
No caso de Ronaldinho Gaúcho, que tentava um habeas corpus no STF para faltar à CPI das Criptomoedas, caso dos atores Tatá Werneck e Cauã Reymond, Edson Fachin indeferiu o pedido do ex-jogador, mas garantiu o direito ao silêncio, a assistência de um advogado e informou que o ex-atleta não poderá sofrer constrangimentos físicos ou morais, decisão que ainda favorece Roberto de Assis Moreira, irmão de Ronaldinho, também convocado para depor.
Em relação à apreensão de bens ligados aos donos da Braiscompany, o casal Antônio Neto Ais e Fabrícia Campos, a ESPN apurou que, segundo os termos de apreensão, a maioria dos itens representavam relógios de marcas importadas, como Rolex, Hublot e Tag Heuer.
Há também cinco notebooks, um drone, duas câmeras de vídeo, celulares, R$ 17,6 mil e US$ 10 mil em espécie, entre outros objetos. Quanto aos veículos, a PF apreendeu uma BMW X1, um Audi A3, uma Toyota Hilux, um Porsche Cayenne e um Nissan Kicks. No processo, a PF informa ainda que há “prova de aquisição” de imóveis e aviões que fazem parte das apreensões.