Em busca de reaver seus Bitcoins (BTC) um grupo de vítimas da Atlas Quantum se organizou e criou uma Ação Civil Pública na qual pedem que a justiça obrigue Rodrigo Marques, dono da empresa, a devolver cerca de R$ 7 bilhões. Valor correspondente ao que as vítimas afirmam possuir na plataforma antes da interrupção da empresa em 2019.

A ação afirma que a Atlas teria lesado mais de 39 mil clientes no Brasil e cerca de 200 mil clientes em todo o mundo. No total a empresa teria 'sumido' com 15,2 mil Bitcoins e 34,8 mil dólares em stablecoin. Além da devolução dos valores, a ação pede que cada cliente da Atlas integrante do processo receba 40 salários mínimos como indenização, além de valores referentes a danos morais e coletivos.

Ainda não há decisão sobre o processo, no entanto, além desta Ação Civil Pública há mais de 700 processos judiciais, individuais e coletivos, que pedem a condenação de Rodrigo Marques e da Atlas Quantum, bem como a devolução dos valores. Porém, segundo levantamento feito pelo Cointelegraph, poucos processos tiveram êxito em sua demanda.

Alguns processos abertos logo em agosto de 2019, quando as retiradas foram interrompidas na Atlas, conseguiram bloquear com sucesso valores nas contas bancárias em nome da empresa. Outros processos, conseguiram bloquear dinheiro nas contas bancárias de Rodrigo Marques. Há também processos que bloquearam bens de familiares de Marques, contudo estes ainda não foram julgados em definitivo.

Desde 2019 o verdadeiro paradeiro de Rodrigo Marques, bem como dos fundos dos clientes da Atlas Quantum é um mistério. Informações não confirmadas dizem que ele já morou em Dubai, México, EUA e que agora estaria na Espanha. Sobre os Bitcoins, há relatos, também não confirmados, de que estão armazenados na Wasabi Wallet.

Além da justiça, os investidores da Atlas Quantum também procuraram as autoridades policiais e registraram diversas queixas contra Marquez e a Atlas. Destas, muitas foram arquivadas e outras não prosseguiram. Polícia Federal, Ministério Público Federal e Estadual e até o FBI foram acionados por investidores. A Polícia Federal, atendendo a um pedido do MPF, estaria conduzindo uma investigação sobre o caso.

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