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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Autor do PL de regulação das criptomoedas defende criação de incentivos para mineração de Bitcoin no Brasil

Aureo Ribeiro argumenta que energia no país é cara, mas argumenta que muita fonte ociosa que pode ser aproveitada.

Autor do PL de regulação das criptomoedas defende criação de incentivos para mineração de Bitcoin no Brasil
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O deputado federal Aureo Ribeiro defendeu esta semana a criação de um marco legal voltado à mineração de Bitcoin (BTC) no Brasil e avaliou que a segregação patrimonial deverá ser obrigatória para as exchanges de criptomoedas que operam no país ainda este ano, em caso de aprovação do Projeto de Lei (PL) 4.932/2023, de autoria da CPI Pirâmides Financeiras, a “CPI das Criptomoedas”, presidida por Aureo.

Em entrevista ao Valor durante o Blockchain.Rio, Aureo Ribeiro argumentou que o custo energético no país é alto, chegando a US$ 0,14 o kWh. O que inviabiliza a mineração de Bitcoin, que requer um preço de até US$ 0,08 para ser sustentável. O que, na avaliação do parlamentar, pode ser solucionado pela normatização legal do setor.

Segundo ele, a legislação precisa definir critérios que incentivem a mineração no território nacional e citou a possibilidade de utilização de energia limpa, aproveitamento de energia ociosa e a construção de usinas no Nordeste, onde o há grande potencial de produção eólica. Oportunidades de investimento que estão se perdendo, de acordo com o parlamentar.

Aureo disse ainda que o foco para este ano é a aprovação da segregação patrimonial, que obriga exchanges e outras empresas de criptomoedas no país a separarem o patrimônio da empresa e os criptoativos dos usuários. Nesse caso, acrescentou o deputado, o PL 4.932/2023 está pronto para ser apreciado em plenário, após aprovação das as comissões de Finanças e Tributação, de Constituição e Justiça e de Cidadania, no início do mês.

O projeto “estabelece a obrigatoriedade de transferência de recursos entre usuários e prestadores de serviços de ativos virtuais por meio de contas de depósito ou de pagamento individualizadas, dispõe sobre a segregação patrimonial entre prestadores de serviços de ativos virtuais e seus usuários, e proíbe a oferta ou a admissão a negociação ou registro de derivativos por prestadores de serviços de ativos virtuais sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)”.

De acordo com o texto substitutivo, versão atual do PL 4.932/2023, as empresas serão obrigadas a serem constituídas no país, identificar seus clientes e manter seus respectivos cadastros atualizados, manter registro de toda transação em moeda nacional ou estrangeira, títulos e valores mobiliários, títulos de crédito, metais, ativos virtuais, ou qualquer ativo passível de ser convertido em dinheiro que ultrapassar o valor de R$ 10 mil, adotar políticas, procedimentos e controles internos, compatíveis com seu porte e volume de operações, cadastrar-se e manter cadastro atualizado no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), entre outros requisitos.

No Paraguai, os mineradores de Bitcoin pediram recentemente que o governo reconsidere um aumento de preço anunciado na semana passada pela Administración Nacional de Electricidad (ANDE), operadora da rede nacional de eletricidade do país, pela alegação de que o reajuste pode inviabilizar a atividade e prejudicar a economia, conforme noticiou o Cointelegraph.

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