Os ETFs de criptomoedas lideram o ranking de investimentos mais lucrativos da B3, revela um levantamento produzido pelo Grana Capital que identificou os 20 produtos que ofereceram os rendimentos mais altos aos investidores nos últimos 12 meses.

Sete fundos de índice de criptomoedas ocupam as primeiras posições do ranking, com rendimentos superiores a 100%. Outros três ETFs vinculados a ativos digitais estão posicionados entre o 9º e  o 12º lugares, com ganhos em torno de 66%. No mesmo período, o Índice S&P500 subiu 32,9%, o Nasdaq, 34,8% e o Ibovespa, 11,3%.

ETFs são fundos de investimento negociados em bolsa que permitem aos investidores a exposição a diferentes ativos em um só produto. No caso das criptomoedas, a negociação ocorre em bolsas de valores, garantindo liquidez, segurança e transparência às operações de forma regulada.

O período analisado pelo Grana Capital coincide com o início do ciclo de alta das criptomoedas em 2023, que sucedeu o 'inverno cripto' marcado pela falência da exchange FTX e de outras gigantes do setor.

“Os ETFs de criptomoedas e de tecnologia tiveram uma expressiva valorização nesse período, superando o S&P 500, mas são aplicações de maior risco e volatilidade”, afirmou André Kelmanson, CEO do Grana Capital, à reportagem do e-investidor.

Desempenho anual dos ETFs de criptomoedas da B3. Fonte: Grana Capital

ETFs de criptomoedas em destaque na B3

O melhor desempenho foi registrado pelo ETF Hashdex Smart Contract Plataforms (WEB311), que entre outubro de 2023 e setembro de 2024 acumulou ganhos de 164,19%, segundo o Grana Capital.

O WEB311 é um ETF da Hashdex vinculado ao CF Web3 Index, um índice que rastreia a performance de uma cesta de 22 criptomoedas de aplicativos e protocolos descentralizados.

Os tokens nativos de Solana (SOL), Ethereum (ETH) e Cardano (ADA) têm o maior peso na composição do índice, representando 21,9%, 19,9% e 15,5%, respectivamente. Near Protocol (NEAR), Sui (SUI) e Stacks (STX) são outros tokens que registraram um bom desempenho no período, contribuindo para os rendimentos oferecidos pelo WEB311.

O segundo lugar ficou com o Investo VanEck ETF Crypto (BLOK11), com valorização de 153,2%. O BLOK11 replica o Marketvector Smart Contracts Leaders Brazil Index. O índice é composto por uma cesta de 15 criptomoedas e foi projetado para rastrear o desempenho dos maiores e mais líquidos tokens de plataformas de contratos inteligentes.

Assim como o WEB311, o ETF da Investo tem mais de 50% de sua composição concentrada em SOL, ETH e ADA, com participações de 31,1%, 29,2% e 8,3%, respectivamente.

Os três ETFs da B3 lastreados exclusivamente no Bitcoin (BTC) ocupam as três posições seguintes no ranking, com rendimentos entre 137,5 e 151%.

ETFs compostos por cestas dos principais ativos digitais do mercado estão na sexta e na sétima colocação do ranking. O Empiricus Teva Criptomoedas Top 20 (CRPT11) é um ETF da Empiricus Gestão atrelado aos 20 maiores criptomoedas em capitalização de mercado. O CRPT11 acumula ganhos de 134% nos últimos 12 meses.

Em seguida, vem o Hashdex Nasdaq Crypto Index (HASH11). Maior ETF de criptomoedas da B3, com um patrimônio líquido de R$ 2,6 bilhões, o HASH11 rendeu 121,6% no período.

A sequência de ETFs de criptomoedas é quebrada pelo BTG Pactual S&P B3 Ingenius (GENB11). O fundo que rastreia o desempenho de ações de empresas de alto crescimento do setor de tecnologia e telecomunicações valorizou 89,4%.

O Hashdex Crypto Metaverse (META11) e o Hashdex Ethereum (ETHE11) completam o top 10, com rendimentos de 69,8% e 69,2%. O META11 rastreia uma cesta de ativos dos setores de games, metaverso e infraestrutura para Web3, enquanto o ETHE11 é vinculado exclusivamente ao preço do Ether.

O QR CME CF Ether (QETH11), ETF de Ethereum da QR Capital, ocupa a 12ª posição, com rendimentos de 65,9%. É o último ETF de criptomoedas a figurar na lista.

Recentemente, a QR Capital e a Hashdex lançaram novos ETFs de criptomoedas na B3. Ambos os produtos de investimento estão atrelados exclusivamente ao desempenho da Solana, conforme noticiado pelo Cointelegraph Brasil.