A Polícia Civil de Belo Horizonte, por meio da Operação Medina, desarticulou o "Medina Bank", suposta organização acusada de pirâmide financeira e que prometia lucro garantido de 15% ao mês com supostas operações com Bitcoin.
No total, sete pessoas foram indiciadas, entre eles pai, mãe, duas filhas, nora e dois investidores, todos acusados de estelionato, lavagem de dinheiro e crimes contra a economia popular. Também foram apreendidos cinco carros de luxo, computadores e diversos documentos. Um dos veículos custa R$ 250 mil, e o valor teria sido pago em dinheiro.
"Não há dúvidas da participação destes indivíduos no esquema de pirâmide financeira. Todos sabiam, todos usufruíram do dinheiro dos clientes, eles tinham sete carros importados, no mínimo", explicou a delegada Monah Zein.
As investigações começaram depois da Polícia receber mais de 400 pessoas registrando boletim de ocorrência contra a empresa, e o prejuízo dessas vítimas chegam a R$ 15 milhões. Mas, de acordo com a delegada Monah Zein, responsável pelo caso, o número de vítimas e o valor do prejuízo podem ser ainda maiores.
Entenda o golpe
A forma de atuação do Medina Bank era igual ao de outras empresas que também foram acusadas de pirâmide financeira como a Unick Forex.
Eles afirmavam trabalhar com Bitcoin e criptomoedas e por meio de diversas ações realizadas no mercado prometiam a rentabilidade em criptoativos. Ainda segundo a delegada responsável pelo caso no início, cada pessoa cooptada investia o dinheiro e recebia o rendimento de 15% nos primeiros meses.
Maravilhadas, conforme a delegada, essas pessoas inclusive ajudavam a buscar outros investidores. Em um dos casos, o investimento chegou a R$ 300 mil.
"Eles alegam que trabalhavam com investimentos de bitcoins, investimentos esses que até agora não conseguiram comprovar", disse a delegada.
Para atrair os investidores, os suspeitos distribuíam marmitas e também contratavam pessoas para entregar panfletos de propaganda na cidade, pagando a quantia de R$ 100.
"Esse dinheiro que fica no aporte, na base da pirâmide, parte fica com o dono da pirâmide e outra parte fica ali se pagando. Cada novo investidor recebe o pagamento de outro investidor. No começo, é muito interessante porque há muito dinheiro, todo mundo recebe. Só que a pirâmide vai afunilando até o momento em que quanto mais investidor tiver, menos dinheiro vai ter para pagar porque tem muita gente para pagar embaixo. Então, ela quebra", afirmou.
O caso segue sendo analisado pela Justiça.
LEIA MAIS