Orbitando US$ 43,5 mil (+2,8%) nesta terça-feira, o Bitcoin se recuperava da sangria causada por saques massivos nos últimos dias do GBTC, um fundo negociado em bolsa (ETF, na sigla em inglês) baseado em negociação à vista (spot) da gestora Grayscale. Por outro lado, as grandes carteiras de criptomoedas, as baleias, aumentaram o acúmulo de BTC nos últimos trinta dias, de acordo com a IntoTheBlock.
Segundo a plataforma de monitoramento e análise on-chain, nesse período as baleias acumularam mais de US$ 3 bilhões entre as carteiras contendo 1.000 BTC ou mais. Movimento que coincidiu com a diminuição de entradas líquidas nas exchanges centralizadas, cerca de US$ 100 milhões na última semana.
Na prática, as baleias superaram as entradas líquidas de ETFs de Bitcoin nesse período, cujo volume foi de aproximadamente US$ 820 milhões. O que ajudou a elevar para 3,23% o suprimento de Bitcoin sobre os ETFs, incluindo o GBTC.
Em relação ao FUD (medo, incerteza e dúvida, na sigla em inglês) que pairou sobre os investidores de criptomoedas desde o último dia 10, quando a SEC, a comissão de valores mobiliários dos EUA, aprovou ETFs spot de BTC, a IntoTheBlock observou que parte das saídas do GBTC, de mais de US$ 4,3 bilhões, aconteceu pela realização de um saldo pertencente à massa falida da exchange de criptomoedas FTX, em um volume aproximado de US$ 1 bilhão.
Quanto ao movimento corretivo dos últimos dias, a IntoTheBlock elencou as posições de carry trade, que são as tomadas de empréstimo para negociação em cima de diferentes taxas de juros como tentativa de obtenção de lucro. Estratégia que, segundo a análise da plataforma, empurrou os preços para cima no quarto trimestre de 2023.
Nesse caso, observou a IntoTheBlock, os futuros de Bitcoin eram negociados com um prêmio de mais de 2% em relação ao preço à vista um mês antes da aprovação dos ETFs. De acordo com a análise, os fundos de carry trade lucraram com essa diferença de preço em percentuais anualizados entre 25% a 30%.
“À medida que a janela de aprovação do ETF começou, vemos que o prêmio nos futuros se transformou rapidamente em um desconto, sugerindo que as empresas começaram a realizar lucros”, completou a IntoTheBlock.
Por sua vez, o especialista em criptomoedas brasileiro Diego Consimo apontou esta semana o que pode levar o Bitcoin a despencar para US$ 32 mil ou disparar para US$ 60 mil, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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