Urgente: BWA afirma que vai lançar nova plataforma e pagará os clientes somente no final de junho de 2020

A BWA, empresa que é acusada de pirâmide financeira e oferecia serviços de investimentos com retornos financeiros por meio de supostas aplicações no mercado de Bitcoin e criptomoedas afirmou, em um comunicado enviado em 16 de janeiro para seus clientes, que deve saldar a dívida com seus usuários somente em junho de 2020.

Como vem noticiando o Cointelegraph, a BWA vem atrasando o pagamento de seus clientes há pelo menos 90 dias e diversos usuários da plataforma tem procurado a Justiça para resolver suas demandas. Inclusive, uma decisão recente, a Justiça autorizou o bloqueio de bens e até do passaporte de diversas pessoas acusadas de ligação com o suposto golpe.

No comunicado a BWA também afirma que lançará uma nova plataforma, que rodará em um modelo chamado AISA (o comunicado não explica o significado do termo) e que a mudança é necessária para "atender a um mercado cada vez mais complexo e visando o futuro, a adequação aos novos moldes do mercado e à situação da empresa".

Desta forma, segundo a empresa, a "AISA precisará de algumas semanas para que possa realizar suas operações a fim de entregar resultado satisfatório, em criptomoedas, a todos" e, por conta disso, "nossos planos de pagamentos seguirão uma (nova) estratégia"

"A plataforma voltará a funcionar em 01/03/2020; Ao final dos meses, o acréscimo patrimonial se dará de acordo com a performance da nova tecnologia; Os clientes que desejarem poderão optar em receber a compensação a partir de junho de 2020;  Os clientes que possuírem mais de um produto terão seus saldos unificados", destacou a empresa,

Ainda segundo a BWA, " o cliente que quiser encerrar seu contrato conosco, poderá encaminhar uma proposta para o e-mail: proposta@bwabrasil.com.br. A proposta será analisada pela empresa e será respondida o mais breve possível"

"Ressaltamos mais uma vez que estamos trabalhando fortemente para que tudo seja reestabelecido o mais rápido possível. Nas próximas semanas encaminharemos novo comunicado após a unificação dos saldos e novas informações", finaliza o comunicado.

Contudo, apesar das declarações, a BWA não informou que não possui autorização ou dispensa da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para oferecer produtos de investimento no Brasil.

Recentemente, como noticiou o Cointelegraph, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, publicou uma decisão que autoriza o bloqueio judicial de bens, imóveis e valores em contas bancárias de Paulo Roberto Ramos Bilibio e mais 6 pessoas apontadas como operadores da BWA, suposta pirâmide financeira de Santos que estaria com os pagamentos atrasados de seus clientes.

A decisão atinge Julia Abrahao Aranha, Paulo Roberto Ramos Bilibio, Roberto Willens Ribeiro, Marcos Aranha, Jéssica da Silva Farias e Bruno Henrique Maida Bilibio.

Paulo Bilibio e a BWA foram destaque em 2019 na midia nacional por conta de um sequestro supostamente orquestrado pelo empresário Guilherme Aere dos Santos. O caso também envolveu policiais da Rota, do Batalhão do Choque e até ex-delegados da Polícia Federal. Aere confessou ter mandado sequestrar e extorquir o empresário. Atualmente, os 12 suspeitos do caso de sequestro respondem em liberdade por conta de um habeas corpus concedido pela Justiça. 

Além disso a BWA teria grande ligação com o Grupo Bitcoin Banco, de Claudio Oliveira, que também foi manchete em 2019 por atraso no saque de seus clientes. A BWA, suposta pirâmide de Santos, teria mais de 3 mil Bitcoins bloqueados nas plataformas do Grupo Bitcoin Banco, segundo uma ata notarial que teria sido registrada no 2º Tabelião de Notas da Comarca de Santos.]

Quem também entrou na Justiça contra a BWA foi o condomínio Praiamar Corporate Empreendimentos imobiliários que abriu uma ação de despejo contra a BWA Brasil Tecnologia Digital. 

Segundo a ação, a empresa supostamente comandada por Paulo Roberto Bilíbio, seria locatária de sete salas no condomínio empresarial localizado em Santos, ocupando as salas 1306 até 1312, porém após alguns meses de vigência da locação, as rés começaram a atrasar o pagamento dos aluguéis e encargos estabelecidos no contrato, conforme a petição inicial protocolada na justiça.

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