O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por meio de uma decisão do juiz Danilo de Castro, da 10ª Vara Cível de São Paulo, deferiu na última terça-feira (17), um pedido da representação do meia recém-chegado ao Atlético Mineiro Gustavo Scarpa. No caso uma solicitação de laudo merceológico do valor real de 20 quilos de alexandritas, pedras preciosas apreendidas em julho do ano passado pela Polícia Federal (PF) da empresa de criptomoedas Xland, que teria lesado o jogador após um aporte de R$ 6,3 milhões na plataforma de investimento.

Segundo informações veiculadas pelo Jornal O Estado de São Paulo, nos autos do processo há um boleto nos autos que constam a compra de 20,8 quilos de alexandritas pelo valor de R$ 6 mil, adquiridas pela Xland da Andrade Gemas e Joias, sediada em Campo Formos (BA). Porém, o Estadão teve acesso a um laudo técnico assinado em março de 2022 pela gemóloga Weysida Carvalho atestando que as pedras apreendidas pela PF se tratam de alexandritas em estado bruto, portanto sem lapidação.

O imbróglio também envolve o atacante recém-chegado ao Santos Willian Bigode, ex-companheiro de Scarpa no Palmeiras, sócio da agência WLJC, intermediadora dos investimentos feitos Gustavo Scarpa e Mayke, que permanece no Palmeiras e que também é autor de outra ação, envolvendo um pedido de ressarcimento de R$ 8,5 milhões perdidos na Xland.

No final da última semana, Bigode se pronunciou sobre o caso argumentado também ter sido vítima da Xland e que “sei do meu caráter, da minha identidade, quem eu sou, e quero me manter focado no meu trabalho.” Sobre essas declarações, Scarpa disse que acompanhou a entrevista de Bigode durante a apresentação do atacante do Santos. 

“Prefiro nem comentar sobre, apesar da vontade que eu tenho de comentar, de falar tudo que eu penso dele, de tudo que ele fez. Estou esperando a Justiça ser feita", completou. 

No final do ano passado, em um processo movido por Mayke, a Justiça de São Paulo decidiu manter o bloqueio de 30% do salário de Willian Bigode, que também tentou usar as alexandritas como garantia de ressarcimento ao autor da ação, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.