A Polícia Civil do Rio Grande do Sul divulgou nesta terça-feira que investiga uma pirâmide financeira que atuava na região gaúcha do Vale do Paranhana, com prejuízo calculado de R$ 50 milhões, e que lavava parte dos capitais junto à pirâmide Indeal, que também foi desmontada. A matéria é do Gaúcha ZH.

Segundo o texto, o inquérito foi concluído com 14 indiciados, mas a investigação ainda segue na Polícia Civil.

A pirâmide, que tinha sede na cidade de Taquara, foi desmontada pela Operação Faraó, deflagrada no início de junho.

Além dos 14 indiciados, os dois líderes do esquema estão presos, e com eles foram apreendidos mais de 60 veículos e imóveis, entre eles um sítio de R$ 6 milhões que teria sido depredado e saqueado por investidores furiosos com a fraude da empresa.

Segundo o Delegado Ivanir Caliari, responsável pelo inquérito, o número de vítimas e o valor do prejuízo aumentaram o volume de documentos a serem analisados, e por isso a investigação deve continuar.

As vítimas passaram a procurar a Polícia Civil desde que a operação foi deflagrada:

"Não descartamos que esses números possam aumentar com a análise de todos os documentos e quando verificarmos todas as contas de bancos"

A empresa ofertava supostamente falsos investimentos imobiliário. Segundo o texto, pelo o menos R$ 10 milhões foram lavados junto à pirâmide de Bitcoin Indeal, desmontada em 2019, além de investimentos em ações, veículos e imóveis.

No dia da deflagração da Operação Faraó, em 6 de junho, o delegado declarou:

"Em depoimento, um dos responsáveis pelo grupo, que é alvo nosso, eles começaram a investir na empresa Indeal, de Novo Hamburgo, para manter o esquema com alto giro de capital "

Como noticiou o Cointelegraph Brasil, nesta semana o Superior Tribunal de Justiça negou pedido de ex-líderes da Indeal para não serem julgados pela Justiça Federal. A Indeal foi alvo da Polícia Civil em maio de 2019, acusada de ser uma pirâmide financeira bilionária.

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