Resumo da notícia:
Transações P2P no Brasil chegam a R$ 11,6 trilhões.
Três principais plataformas concentram 78,5% das negociações P2P; Binance responde por 45,1%.
Pix participa de 80% e stablecoins representam 90% das transações, com destaque para o USDT em 46,2% das mensagens P2P no país.
A capacidade de negociações ponto a ponto (P2P) de criptomoedas no Brasil gira em trono de US$ 2,22 trilhões, R$ 11,6 trilhões, segundo um relatório da última terça-feira (17) da Crystal Intelligence.
De acordo com a plataforma de análise em blockchain, o levantamento foi realizado através da análise de 1.641 anúncios P2P em nove plataformas em setembro de 2025. O que revelou o domínio de 45,1% do mercado P2P brasileiro pela Binance, já que a exchange global de criptomoedas responde pela maior fatia das três principais plataformas, detentoras de 78,5% das negociações P2P no país.
De acordo com o relatório, a Paxful detém 19,1% dos anúncios com 314 listagens ativas, enquanto a Noones possui 14,3% com 234 anúncios. Os 21,5% restantes estão fragmentados em seis plataformas menores, incluindo ByBit, BitValve, Bitget, HTX, OKX e Remitano.
A sondagem revelou ainda que o Pix aparece em cerca de 80% dos anúncios P2P, permitindo liquidação instantânea e tornando o trading informal competitivo. Na sequência, o levantamento mostrou que as transferências bancárias tradicionais representam apenas 15% dos métodos de pagamento em anúncios P2P, com processadores alternativos como Mercado Pago e PicPay representando 3%, e gift cards (cartões-presente) ou outros métodos compondo os 2% restantes.
Em relação aos criptoativos, o relatório confirmou a preferência dos investidores de criptomoedas pelas stablecoins, em 90% das transações, com destaque para o Tether (USDT), já que o token lastreado ao dólar americano representa 46,2% das negociações P2P no Brasil.
Para a Crystal Intelligence, com a vigência das novas regras do Banco Central (BC) em fevereiro, com exigências abrangentes para a licença de provedores de serviços de ativos virtuais (PSAVs), corretoras de câmbio, dentre outras empresas de criptomedas, a informalidade do mercado enfrenta sua maior disrupção até o momento. Isso porque a regulamentação deu duas alternativas às plataformas: conformidade ou saída do mercado brasileiro.
A plataforma de análise observou que os 6,5 milhões de investidores em criptomoedas no Brasil fazem dele o maior mercado da América Latina e salientou que o mercado P2P no país representa um “sofisticado sistema financeiro paralelo que atende milhões de brasileiros que priorizam velocidade, acessibilidade e, muitas vezes, anonimato em detrimento dos serviços de câmbio tradicionais”.
Este mês, dados do RWA Monitor também mostraram que mercado de tokens de ativos do mundo real (RWA, na sigla em inglês) no país superou R$ 1,5 bilhão em janeiro, com um crescimento de 1.134,7% em 12 meses, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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