10h40
Guilherme Prado, country manager da Bitget
O Bitcoin segue em fase de consolidação, refletindo um posicionamento institucional ainda cauteloso. Dados recentes mostram saídas moderadas de capital dos ETFs spot — cerca de US$ 104,9 milhões na terça-feira — marcando a quarta semana consecutiva de retiradas. Se essa tendência continuar, o ativo pode enfrentar pressão adicional de queda no curto prazo.
No mercado de derivativos, a redução do open interest para abaixo de 260 mil BTC — o menor nível desde outubro — indica que investidores vêm reduzindo suas posições compradas. Com menos posições abertas, diminui também a probabilidade de oscilações acentuadas no curto prazo.
Em termos de níveis técnicos, um fechamento diário abaixo de US$ 65.729 pode abrir espaço para teste do suporte em US$ 60 mil. Por outro lado, uma quebra acima de US$ 71.746 reforçaria o cenário de recuperação, com possibilidade de avanço até a região de US$ 73.072.
De forma geral, essa postura mais cautelosa ajuda a explicar o comportamento lateralizado observado nas últimas semanas.
10h30
Marco Aurélio, CIO da Vault Capital
Os mercados abriram o dia anterior com leve correção, refletindo o aumento da tensão entre Irã e Estados Unidos. Durante a madrugada, o envio de aviões americanos ao Oriente Médio se intensificou, enquanto o líder iraniano voltou a elevar o tom contra Washington. O risco geopolítico segue como principal fator de instabilidade no curto prazo.
Ao mesmo tempo, houve um contraponto relevante no campo econômico. Trump anunciou um acordo expressivo com o Japão que inclui investimento de 550 bilhões de dólares nos EUA, financiamento de uma instalação de GNL no Texas, uma usina de energia a gás em Ohio e uma fábrica de minerais críticos na Geórgia. Os futuros americanos reagiram com leve alta, mostrando que o mercado tenta equilibrar tensão externa com estímulos econômicos internos.

O Bitcoin, no entanto, continua sensível ao ruído geopolítico. O pessimismo no ambiente global dificulta a retomada estrutural para níveis superiores. Perdida a região dos 68 mil, o primeiro suporte imediato está em 67.300. A perda consistente desse nível abre espaço para 65 mil. Em caso de recuperação e retorno acima de 68 mil, a primeira resistência está em 70.700 e, acima disso, o call wall em 72 mil passa a ser o próximo teste relevante.
No curto prazo, seguimos trabalhando tecnicamente essas faixas. No médio prazo, porém, a dinâmica de acumulação continua chamando atenção. A oferta detida por baleias subiu de 2,9 milhões para mais de 3,1 milhões de BTC, uma absorção superior a 200 mil moedas. Movimento semelhante ocorreu na correção de abril de 2025, quando o mercado saiu da região de 76 mil e posteriormente alcançou 126 mil.

Com o Bitcoin negociando cerca de 46% abaixo da última máxima histórica, o cenário atual segue sendo interpretado por grandes participantes como zona de acumulação. Enquanto o ruído macro domina o curto prazo, a estrutura de médio prazo continua sendo construída.
8h30
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quarta-feira, 18/02/2026, está cotado em R$ 356.021,68. O preço do BTC enfrenta mais um dia de negociação lateral ‘travado’ em US$ 67 mil.

André Franco, CEO da Boost Research, aponta que os mercados asiáticos operaram em leve queda, com investidores adotando postura mais cautelosa antes da divulgação de novos dados econômicos nos Estados Unidos e de discursos de membros do Federal Reserve. O índice MSCI Asia-Pacific recuou modestamente, enquanto o dólar permaneceu relativamente estável após recentes oscilações.
De acordo com Franco, o movimento reflete um ambiente de espera, com participantes do mercado ajustando posições diante de incertezas sobre inflação e trajetória de juros. Commodities tiveram desempenho misto, sem direção clara, reforçando o clima de consolidação global.
Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 67.700, tem uma expectativa de curto prazo neutra. O ambiente de cautela nos mercados tradicionais reduz a probabilidade de fluxos agressivos para ativos de risco, mas também não indica um cenário de aversão intensa que provoque liquidações adicionais. A estabilidade do dólar e a ausência de um choque macro relevante sugerem que o BTC deve permanecer em consolidação na faixa entre US$ 67.000 e US$ 70.000, aguardando catalisadores mais claros, como dados de inflação ou sinalizações do Fed, para definir direção mais consistente.
Bitcoin análise técnica
O índice Binance Bitcoin Futures Power – 30D Change, que mede a variação líquida do impulso de mercado nos últimos 30 dias, despencou para –0,18, o nível mais negativo desde julho de 2024. A última vez que o mercado viu uma leitura semelhante ocorreu entre abril e maio de 2024.
Naquele período, o Bitcoin enfrentou forte pressão, mas depois iniciou um movimento de recuperação que o levou acima de US$ 101 mil quando o indicador voltou ao território positivo. O analista Amr Taha explicou que o momento exige cautela, mas não necessariamente pessimismo.
“Esse tipo de leitura muito negativa já apareceu antes de grandes recuperações”, afirmou. Para ele, ainda que o mercado esteja sob influência de um sentimento fraco, os ciclos anteriores mostram que quedas profundas no indicador tendem a ocorrer perto de pontos de virada. “Quando o sentimento reseta completamente, o preço costuma reagir com força”, destacou.
Enquanto isso, outro termômetro importante reforça o clima de incerteza. O iShares Expanded Tech-Software Sector ETF (IGV), que acompanha gigantes como Microsoft, Adobe, Salesforce, Oracle e Palantir, permanece próximo de faixas de suporte que seguraram quedas em 2024 e 2025.

Investidores classificam tanto ações de tecnologia quanto o Bitcoin como ativos de alto crescimento e alto risco. Assim, quando o cenário macro melhora, o fluxo costuma beneficiar ambos. Mas, quando o medo cresce, o dinheiro sai rapidamente e busca segurança em ouro e títulos públicos.
Essa correlação ajuda a explicar a pressão atual. “O ETF de software está em uma região crítica. Se houver reação positiva, isso tende a apoiar também o apetite por risco no Bitcoin”, comentou Taha.
Outro indicador importante reforça o estresse no mercado. O BTC: STH/LTH Net Position Realized Cap mostra que o capital realizado pelos detentores de curto prazo está profundamente negativo, chegando a cerca de US$ –56 bilhões em 16 de fevereiro. Isso indica que novos compradores enfrentam grandes perdas não realizadas, um cenário que aumenta o risco de vendas por pânico.

Ao mesmo tempo, os detentores de longo prazo continuam com o capital realizado positivo, sinalizando resiliência. Historicamente, essa divergência provoca capitulação dos investidores de curto prazo, absorvida por compras dos investidores de longo prazo. Esse movimento costuma estabilizar o preço após momentos de forte pressão.
Portanto, o preço do Bitcoin em 18 de fevereiro de 2026 é de R$ 356.021,68. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0028 BTC e R$ 1 compram 0,0000028 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 18 de fevereiro de 2026, são: World Liberty Finance (WLFI), Kite (KITE) e Morpho (MORPHO), com altas de 18%, 18% e 7% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 18 de fevereiro de 2026, são: Pipin (PIPIN), Humanity Protocol (H) e Layer Zero (ZRO), com quedas de -18%, -10% e -5% respectivamente.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.
O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.
Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.
O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.
Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.
Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).
Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.
A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.
Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.
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