Resumo da notícia:
PIPPIN, BERA e ASTER se destacam no Brasil, apesar de a IA “assombrar” o Bitcoin.
Stablecoins do ouros refletem aversão ao risco, enquanto investidores sacam ETFs cripto.
RSI se mantém em zona neutra, mas compra de criptomoedas recua.
Entre as mais visitadas do Brasil, as altcoins PIPPIN, BERA e ASTER acumulavam alta semanal de até 180% na manhã desta sexta-feira (13), quando o Bitcoin (BTC) orbitava US$ 66,9 mil (-0,8%) com dominância de 58,4%.
Pelo monitoramento de 24 horas das principais altcoins em capitalização de mercado com tendência de alta no Brasil, PIPPIN, BERA e ASTER eram trocados de mãos respectivamente por R$ 2,58 (+9,6%), R$ 4,07 (+44,1%) e R$ 3,81 (+13,5%), com respectivas altas semanais de 180%, 84% e 30,4%.
Stablecoins do ouro também atraíam os investidores de criptomoedas do Brasil, segundo dados do CoinMarketCap. Esse era o caso do PAX Gold (PAXG), trocado de mãos por R$ 26.354,25 (+3,2%) com 6,83% de valorização em sete dias. O que coincidia com o avanço da aversão ao risco nos mercados e medo extremo (8%) dos investidores de criptomoedas, com a saída de capital líquido. Nesse caso, o market cap recuava a US$ 2,29 trilhões (-0,8%) com a maior parte dos tokens no vermelho.
No momento desta edição, o índice de Futuros do S&P 500 avançava ligeiramente ao atingir 6.852 pontos (+0,011%) ante o derretimento do S&P 500 e do Nasdaq no dia anterior. Nesse caso, os índices acionários aos quais o Bitcoin historicamente se associa encerraram em respectivos 6.832,76 (-1,57%) e 22.597,15 pontos (2,03%).
O sinal de alerta nos mercados, mais uma vez, foi protagonizado pelo possível “estouro da bolha” da inteligência artificial (IA), já que as ações da Cisco Systems (CSCO) derreteram 12,32%, após a gigante das redes relatar queda em sua margem bruta trimestral, sinalizando peso pelo aumento nos preços dos chips de IA.
O recuo dos papéis da Cisco, acompanhado por outras big techs, foi percebido pelo aumento da aversão ao risco, ao qual as criptomoedas se associam. Nesse caso, o VIX, “índice do medo” calculado pela Bolsa de Valores de Chicago (CBOE) a partir do desempenho das empresas de capital aberto que compõem o S&P 500, estava elevado a 20,58 pontos (+16,6%). Já os fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados negociação à vista (spot) de Bitcoin, Ethereum (ETH) e XRP registraram respectivas saídas líquidas de US$ 410,37 milhões, US$ 113,10 milhões e US$ 6,42 milhões. Em direção contrária, ETFs spot de Solana (SOL) atraíram líquidos 2,7 milhões, segundo dados da SoSoValue.
O mapeamento da Coinglass do mercado de Futuros de criptomoedas apontava baixa a US$ 94,85 bilhões (-1,6%) no Interesse Aberto e retração a US$ 169,75 bilhões (-11,8%) no volume de negociações. Já a liquidação de traders alavancados de criptomoedas recuava a US$ 255,26 milhões (-23,8%). Nesse caso, os touros se encontravam em desvantagem pela liquidação de US$ 178,3 milhões em posições compradas (longs) ante US$ 75,6 milhões em liquidações de posições vendidas (shorts).
A 51,43 pontos, o índice de força relativa (RSI) se encontrava em zona neutra, com diminuição da pressão de compra de criptomoedas ante o dia anterior. O mapa de calor também destacava diversos tokens nas zonas de forte compra ou sobrecompra e de forte venda ou sobrevenda. Na primeira faixa, mais sujeita à correção, estavam tokens como PIPPIN, ASTER, ATOM, H, ARC, MON, KITE, BSV, OM, CLO, BAN, MERL, BTR, LYN, VVV, MANTRA, TRUTH, BANK, AKE. No outro extremo, mais sujeito a reversão, estavam tokens como APT, SENT, BNB, AXS, CC, ZAMA, MYX, CAKE, XPIN, ESPORTS, FHE, ESP, XPT, GUA, LRC.

O índice altseason, que se referencia pelas 100 maiores capitalizações de mercado, estava localizado em 30 pontos. No grupo das mil maiores altcoins m market cap, o ZRO recuava a US$ 1,85 (-18,4%), o CC se retraía a US$ 0,15 (-7,2%), o ICP estava cotado a US$ 2,29 (-6,2%), o CAKE era negociado por US$ 1,24 (-5,5%), os ASTER estava precificado em US$ 0,71 (-5,6%), o PI respondia por US$ US$ 0,14 (+8,9%), o LIT valia US$ 1,53 (+6,5%), o DCR chegava a US$ 23,77 (+6,5%), o STABLE era trocado por US$ 0,023 (+2,5%) e o TON ascendia a US$ 1,41 (+3,6%).
Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o H era transacionado por US$ 0,19 (+18,7%), o RIVER se equiparava a US$ 19,79 (+12,9%), o KITE se referenciava por US$ 0,20 (+12,7%), o MY representava US$ 0,091 (+54,9%), o OM era negociado por US$ 0,059 (+25,7%), o VVV respondia por US$ 2,28 (+24,4%), o ARC era comprado por US$ 0,089 (+23,5%) e o SIREN se nivelava por US$ 0,12 (+16,1%).
Entre as novas listagens estavam ESP na Phemex, CoinEx, Crypto.com, Bitvavo e Coinbase, AZTEC na Coinbase e CoinEx, BNKR na Kucoin.
No dia anterior, quatro criptomoedas queridinhas dos brasileiros acumulavam até 160% enquanto o Bitcoin enfrentava uma baleia, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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