Resumo da notícia:
POWER, ZRO, PIPPIN e RIVER “caem nas graças” dos brasileiros e acumulam alta de até 160%.
Bitcoin ainda requer cautela enquanto baleias tenta derrubar o BTC, sugere especialista.
RSI indica euforia, mas investidores de ETFs de Bitcoin e de Ethereum “engatam marcha a ré”.
Quatro criptomoedas em tendência de alta ou mais visitadas por investidores do Brasil acumulavam até 160% na manhã desta quinta-feira (12), quando o Bitcoin (BTC) enfrentava movimentos contrários de baleias e ascendia a US$ 67,4 mil (+1,1%) com dominância de 58,4%.
Pelos dados do CoinMarketCap de criptomoedas em tendência de alta no Brasil, POWER e ZRO eram trocados de mãos respectivamente por R$ 2,13 (+40,6%) e R$ 11,76 (+14%) com respectivas altas semanais de 106,3% e 22,5%, enquanto a valorização mensal chegava a 150% e 50%, respectivamente. Já o filtro de mais visitadas revelava que os investidores nacionais continuam de olho no PIPPIN e no RIVER, transacionados por R$ 2,39 (+30,8%) e R$ 103,19 (+20,6) com ascensão de 160% e 30,1% em sete dias, respectivamente. Nesses casos, o monitoramento mensal apontava respectivas altas de 31,2% e 2,6%.

O POWER é um token de recompensas do Power Protocol, ecossistema voltado a infraestrutura para aplicativos e energia renovável. Já o LayerZero (ZRO) é um protocolo de mensagens que permite interoperabilidade entre diferentes blockchains, sob o qual opera o River (RIVER), focado em prover liquidez e permitir transações de stablecoins em finanças descentralizadas (DeFi). Por sua vez, o PIPPIN é uma memecoin baseada em Solana e gerada por inteligência artificial (IA).
O interesse dos investidores brasileiros pelas altcoins ocorria na esteira da possível reação do Bitcoin, já que os dados do payroll de janeiro, relatório do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos relacionado às folhas de pagamento não agrícolas, indicou que a maior economia global pode estar mais distante de uma crise econômica, porém com maior risco de inflação. Isso porque o payroll superou a expectativa dos analistas pela criação de 130 mil vagas no mês passado ante 55 mil esperados pelo mercado, fazendo recuar de 4,4% para 4,3% a taxa de desemprego.
O índice futuros do S&P 500 se encontrava em alta de 0,31% no momento desta edição, enquanto especialistas em criptomoedas se mostravam cautelosos. Esse era o caso de Ted Pillows, que foi ao X observar que “o preço ainda está oscilando em torno de US$ 67.000. Há algum suporte na faixa de US$ 65.000 a US$ 66.000, que deve se manter em caso de recuperação”.
Perder essa zona significa que o Bitcoin despencará em direção a US$ 60.000, emendou.
$BTC is still hovering around the $67,000 level.
— Ted (@TedPillows) February 12, 2026
There's some support around the $65,000-$66,000 zone, which should hold for any bounce back.
Losing this zone means Bitcoin will nuke towards $60,000. pic.twitter.com/a7DKUsaFe5
No dia anterior, o especialista alertou que uma baleia tentava causar o maior dano possível de dano ao preço do Bitcoin, por meio de despejos na Binance.
Apesar da investida da baleia, o mercado de criptomoedas operava a um market cap de US$ 2,32 trilhões (+1,8%), ainda com medo extremo dos investidores (8%) e a maioria das altcoins retornando lucro. Enquanto isso, o VIX, “índice do medo” calculado pela Bolsa de Valores de Chicago (CBOE) a partir do desempenho das empresas de capital aberto que compõem o S&P 500, estava recuado a 17,43 pontos (-2%). Já os fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados negociação à vista (spot) de Bitcoin e de Ethereum (ETH) recuaram por respectivas saídas líquidas de US$ 276,3 milhões e US$ 129,18 milhões, enquanto ETFs spot de Solana (SOL) avançaram por líquidos US$ 478,9 milhões, em meio à lateralização de ETFs spot de XRP, segundo dados da SoSoValue.
O mapeamento da Coinglass do mercado de Futuros de criptomoedas apontava alta a US$ 96,53 bilhões (+2,5%) no Interesse Aberto e avanço a US$ 192,31 bilhões (+17,2%) no volume de negociações. Já a liquidação de traders alavancados de criptomoedas chegava a US$ 334,94 milhões (+7,1%). Nesse caso, os ursos se encontravam em desvantagem pela liquidação de US$ 181,5 milhões em posições vendidas (longs) ante US$ 1535 milhões em liquidações de posições compradas (shorts).
A 54,36 pontos, o índice de força relativa (RSI) indicava aumento na pressão de compra de criptomoedas ante o dia anterior. O mapa de calor também destacava diversos tokens nas zonas de forte compra ou sobrecompra e de forte venda ou sobrevenda. Na primeira faixa, mais sujeita à correção, estavam tokens como ASTER, PIPPIN, ME, POWER, BERA, XPL, OG, MOVE, LYN, UB, BTR, WCT, TSLA, TAG, AGLD, COW, MOCA, DAM, RONIN. No outro extremo, mais sujeito a reversão, estavam tokens como APT, IP, WIF, SENT, PIERVERSE, ZAMA, MYX, 1000RATS, BIRB, FHE, GUA, VELVET, FIGHT, NOM, AIO, FRAX.

O índice altseason, que se referencia pelas 100 maiores capitalizações de mercado, estava localizado em 32 pontos, em sinal de rotação de capital para os tokens. No grupo das mil maiores altcoins m market cap, o MYX derretia a US$ 3,09 (-37%) com queda semanal de 49%, o DCR recuava a US$ 22,35 (-3,4%), o PENGU avançava a US$ 0,0064 (+9,9%), o VET era trocado por US$ 0,0081 (+9,3%), o TAO chegava a US$ 159,3 (+9%), o ENA se equiparava a US$ 0,11 (+8,9%), o HBAR era transacionado por US$ 0,095 (+8,5%) e o NIGHT valia US$ 0,052 (+8,3%).
Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o ASTER se equiparava a US$ 0,75 (+15,5%), o H respondia por US$ 0,15 (+12,1%) o Magic Eden (ME) estava precificado em US$ 0,22 (+67%), o BERA se equiparava US$ 0,78 (+45%), o WHITEWHALE respondia por US$ 0,097 (+41,2%), o TIBBIR era trocado de mãos por US$ 0,11 (+36,7%) e o OG se convertia em US$ 0,68 (+33,3%).
Entre as novas listagens estavam ESP na Binance, Kucoin, Kraken, SHPING na BitMart, CC na OKX, AZTEC na Bybit Futuros, Bitget Futuros, Bybit, Gate.io, Phemex, BitMart, MEXC, Kucoin, WHITEWHALE, SAPIEN e PIERVERSE na Indodax.
No dia anterior, o “campeão nacional” ASTER não passou de 5% com nova queda do Bitcoin, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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