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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

KITE lidera no Brasil em início de semana de queda do Bitcoin

Aversão ao risco recua, mas investidores de criptomoedas se mantêm sob medo extremo enquanto alguns tokens operam em alta.

KITE lidera no Brasil em início de semana de queda do Bitcoin
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Resumo da notícia:

  • Investidores do Brasil espreitam KITE, em meio ao derretimento do Bitcoin.

  • Incertezas globais mantêm stablecoins do ouro no radar dos investidores nacionais.

  • ETFs de Bitcoin e de XRP encerram no azul na sexta-feira, mas RSI indica que pressão de venda de criptomoedas permanece forte.

A altccoin KITE apresentava melhor desempenho diário entre as criptomoedas mais visitadas do Brasil na manhã desta segunda-feira (9), enquanto o Bitcoin (BTC) orbitava US$ 69,5 mil (-1,1%) com dominância de 58,9%.

De acordo com o monitoramento CoinMarketCap, o KITE, token da blockchain de pagamento e coordenação para agentes de inteligência artificial (IA), era trocado de mãos no Brasil por R$ 0,88 (+6,9%) com respectivas altas semanal e mensal de 16% e 83%.

Gráfico de 7 dias do par KITE/USD. Fonte: CoinMarketCap.

Apesar do desempenho do KITE no país, os investidores de criptomoedas nacionais enfrentavam a manutenção do mercado de baixa, capitaneado por incertezas macroeconômicas e geopolíticas. O que também podia se percebido pelo recuo do market cap a US$ 2,36 trilhões (-1,4%), medo extremo (9%), maioria das altcoins no vermelho e valorização de stablecoins do ouro, como o PAXG, que era transferido no Brasil por R$ 5.012,93 (+0,3%) com ascensão de 6,9% em sete dias.

Na contramão das incertezas, o VIX, “índice do medo” calculado pela Bolsa de Valores de Chicago (CBOE) a partir do desempenho das empresas de capital aberto que compõem o S&P 500, estava recuado a 18,57 pontos (-14,7%). Já os fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados negociação à vista (spot) de Bitcoin e de XRP avançaram no encerramento de sexta-feira (6) por respectivas entradas líquidas de US$ 371,15 milhões e US$ 15,16 milhões. Enquanto isso, ETFs spot de Ethereum (ETH) e de Solana (SOL) apresentaram respectivas saídas líquidas de US$ 16,75 milhões e US$ 11,86 milhões, segundo dados da SoSoValue.

mapeamento da Coinglass do mercado de Futuros de criptomoedas apontava baixa a US$ 95,19 bilhões (-2%) no Interesse Aberto e retração a US$ 170,95 bilhões (-18,9%) no volume de negociações. Já a liquidação de traders alavancados de criptomoedas avançava a US$ 382,15 milhões (+25,8%). Nesse caso, os ursos se encontravam em desvantagem pela liquidação de US$ 215,5 milhões em posições vendidas (shorts) ante US$ 166,7 milhões em liquidações de posições compradas (longs).

A 39,51 pontos, o índice de força relativa (RSI) se encontrava em região de pressão de venda de criptomoedas. O mapa de calor também destacava diversos tokens nas zonas de forte compra ou sobrecompra e de forte venda ou sobrevenda. Na primeira faixa, mais sujeita à correção, estavam tokens como PIPPIN, AXS, KITE, PARTI, GPS, BARD, SKY, ALCH, LYN, BTCDOM, AWE, POWER, ICNT, UAI, TRADOOR, COLLETCT, YALA. No outro extremo, mais sujeito a reversão, estavam tokens como BNB, FIL, APT, SENT, DYDX, 2Z, KINEA, FOGO, SIGN, MMT, SPACE, SOLV, EUL.

Mapa de calor de 4 horas do RSI das criptomoedas. Fonte: Coinglass.

O índice altseason, que se referencia pelas 100 maiores capitalizações de mercado, estava localizado em 23 pontos. No grupo das mil maiores altcoins m market cap, o M se referenciava por US$ 1,42 (-8,1%), o JUP era trocado por US$ 0,15 (-7,9%), o ONDO representava US$ 0,24 (-7,2%), o ARB se equiparava a US$ 0,10 (-7%), o LIT valia US$ 1,54 (-6,7%), o WLFI ascendia a US$ 0,10 (+7%) e o DCR estava cotado a US$ 25,3 (+5,9%).

Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o H estava precificado em US$ 0,14 (+10,7%), o PIPPIN alcançava US$ 0,26 (+34,2%), o GPS pareava US$ 0,012 (+31,5%), o POKT era transacionado por US$ 0,019 (+23,9%), o CCD se convertia em US$ 0,010 (+14,6%), o AXS representava US$ 1,46 (+14,3%) e o GOMINING era trocado por US$ 0,32 (+12,6%).

Entre as novas listagens estavam KGST na Huobi, CHECK na CoinEx, RIVER na LBank, MEGA na Phemex, 9BIT na Kucoin.

Na semana anterior, o aperto regulatório do BC jogava brasileiros para o Monero enquanto o Bitcoin derretia, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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