Resumo da notícia:
ASTER apresenta valorização modesta entre as criptomoedas em tendência de alta no Brasil.
Outras altcoins populares no país apresentam leve queda.
Preocupações macroeconômicas permanecem no radar dos investidores de criptomoedas, mas capital institucional fecha no azul em ETFs de Bitcoin e de altcoins.
BTC corre risco de derreter a US$ 60 mil, segundo especialista.
RSI aponta pressão de venda de criptomoedas, mas algumas altcoins disparam até dois dígitos percentuais.
O token ASTER aparecia com a melhor desempenho entre as criptomoedas em tendência de alta no Brasil na manhã desta quarta-feira (11), quando o Bitcoin (BTC) orbitava US$ 66,7 mil (-3,4%) com 58,6% de dominância.
A valorização do token da exchange descentralizada (DEX) focada em perpétuos Aster, no entanto, era discreta, já que o ASTER não passava de R$ 3,33 (+5,7%) com queda acumulada de 14,67% em 30 dias.
Entre os investidores brasileiros, outras altcoins populares no país minimizavam a queda do Bitcoin, caso do Litecoin (LTC), EverValueCoin (EVA e Lido (LDO), que se encontravam precificados respectivamente por R$ 277,45 (-0,1%), R$ 152,10 (-0,2%) e R$ 1,78 (-0,9%). Nesses casos, os dados apontavam que os investidores nacionais podem ter enxergado fundos de preço e consequente oportunidade de entrada, já que as respectivas quedas acumuladas em 30 dias eram de 36,4%, 12,68% e 48,2%.
O recuo de preços coincidia com as preocupações macroeconômicas, como as que envolvem a divulgação do relatório payroll de janeiro, referente às folhas de pagamento não agrícolas dos Estados Unidos. Isso porque o mercado de trabalho é um termômetro para a política monetária do Federal Reserve (Fed), em razão dos reflexos na inflação e manufatura, podendo impactar mercados como o de criptomoedas.
Preço do Bitcoin hoje, 11/02/2026: Por que o BTC voltou a cair hoje? Cripto despenca para US$ 66 mil
Na esteira das incertezas, o especialista em criptomoedas Ted Pillows foi ao X alertar que, em caso de perda do suporte de US$ 66 mil, o Bitcoin corre o risco de encontrar liquidez em zona próxima a US$ 60 mil.
$BTC has now reached the $66,000-$67,000 support zone.
— Ted (@TedPillows) February 11, 2026
This needs to hold; otherwise, Bitcoin could drop towards last week's low. pic.twitter.com/HnZ7M1EuGf
A retração das criptomoedas se referenciava ainda pela saída de capital líquido, já que o market cap se encontrava recuado a US$ 2,28 trilhões (-3,1%) com medo extremo dos investidores (9%) e a maioria das altcoins no vermelho.
O VIX, “índice do medo” calculado pela Bolsa de Valores de Chicago (CBOE) a partir do desempenho das empresas de capital aberto que compõem o S&P 500, estava elevado a 18,20 pontos (+4,8%). Já os fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados negociação à vista (spot) de Bitcoin, Ethereum (ETH), XRP e Solana (SOL) registraram respectivas entradas líquidas de US$ 166,56 milhões, US$ 13,82 milhões, US$ 3,26 milhões e US$ 8,43 milhões, segundo dados da SoSoValue.
O mapeamento da Coinglass do mercado de Futuros de criptomoedas apontava baixa a US$ 94,08 bilhões (-1,8%) no Interesse Aberto e retração a US$ 163,4 bilhões (-8,5%) no volume de negociações. Já a liquidação de traders alavancados de criptomoedas avançava a US$ 307,9 milhões (+22,3%). Nesse caso, os touros se encontravam em desvantagem pela liquidação de US$ 243,6 milhões em posições compradas (longs) ante US$ 66 milhões em liquidações de posições vendidas (longs).
A 38,1 pontos, o índice de força relativa (RSI) indicava aumento na pressão de venda de criptomoedas ante o dia anterior. O mapa de calor também destacava diversos tokens nas zonas de forte compra ou sobrecompra e de forte venda ou sobrevenda. Na primeira faixa, mais sujeita à correção, estavam tokens como PIPPIN, ZRO, RIVER, ASTER, FHE, LYN, STG, UB, BEAT, OG, NIL, SONIC, FIGHT, STBL, ALLO, KERNEL, BLUAI, ARIA. No outro extremo, mais sujeito a reversão, estavam tokens como BNB, TAO, STRK, MYX, ZAMA, 2Z, TWT, PNUT, AR, GUA, NXPC, MEME, AIXBT, AEVO, SYN, XVS.

O índice altseason, que se referencia pelas 100 maiores capitalizações de mercado, estava localizado em 27 pontos. No grupo das mil maiores altcoins m market cap, o MYX derretia a US$ 4,90 (-19%), o BGB recuava a US$ 2,29 (-9,8%), o SKY se retraía a US$ 0,063 (-8,4%), o ZEC era trocado por US$ 223,68 (-8,1%), o H valia US$ 0,14 (-7,6%), o CRV representava US$ 0,22 (-7,4%) e o XMR era comprado por US$ 342,48 (+2,7%).
Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o RIVER ascendia a US$ 19,28 (+30%), o PIPPIN era transferido por US$ 0,43 (+23,3%) com alta acumulada semanal de 148,6%, o ZRO representava US$ 2,27 (+25,2%), o ISLM era negociado por US4 0,032 (+52,1%) com queda mensal de 22% e o POWER se estabelecia em US$ 0,39 (+30,3%) com alta de 170% em 30 dias.
Entre as novas listagens estavam AZTEC na Binance Futuros, NVDAON, TSLAON e AAPLON na Phemex, AIV na MEXC.
No dia anterior, uma criptomoedas desconhecida cobiçada no país acumulava 46.170% e ignorava o Bitcoin, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
Este artigo não contém aconselhamento ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento ou negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar a sua própria pesquisa ao tomar uma decisão. Embora nos esforcemos para fornecer informações precisas e oportunas, a Cointelegraph não garante a exatidão, a integridade ou a fiabilidade de qualquer informação contida neste artigo. Este artigo pode conter declarações prospectivas sujeitas a riscos e incertezas. A Cointelegraph não será responsável por quaisquer perdas ou danos decorrentes da confiança nessas informações.

