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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

‘Campeão’ no Brasil, ASTER não passa de 5% com nova queda do Bitcoin

Saída de capital líquido e medo extremo desfavorecem criptomoedas, enquanto investidores nacionais buscam oportunidade em alguns tokens.

‘Campeão’ no Brasil, ASTER não passa de 5% com nova queda do Bitcoin
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Resumo da notícia:

  • ASTER apresenta valorização modesta entre as criptomoedas em tendência de alta no Brasil.

  • Outras altcoins populares no país apresentam leve queda.

  • Preocupações macroeconômicas permanecem no radar dos investidores de criptomoedas, mas capital institucional fecha no azul em ETFs de Bitcoin e de altcoins.

  • BTC corre risco de derreter a US$ 60 mil, segundo especialista.

  • RSI aponta pressão de venda de criptomoedas, mas algumas altcoins disparam até dois dígitos percentuais.

O token ASTER aparecia com a melhor desempenho entre as criptomoedas em tendência de alta no Brasil na manhã desta quarta-feira (11), quando o Bitcoin (BTC) orbitava US$ 66,7 mil (-3,4%) com 58,6% de dominância.

A valorização do token da exchange descentralizada (DEX) focada em perpétuos Aster, no entanto, era discreta, já que o ASTER não passava de R$ 3,33 (+5,7%) com queda acumulada de 14,67% em 30 dias.

Entre os investidores brasileiros, outras altcoins populares no país minimizavam a queda do Bitcoin, caso do Litecoin (LTC), EverValueCoin (EVA e Lido (LDO), que se encontravam precificados respectivamente por R$ 277,45 (-0,1%), R$ 152,10 (-0,2%) e R$ 1,78 (-0,9%). Nesses casos, os dados apontavam que os investidores nacionais podem ter enxergado fundos de preço e consequente oportunidade de entrada, já que as respectivas quedas acumuladas em 30 dias eram de 36,4%, 12,68% e 48,2%.

O recuo de preços coincidia com as preocupações macroeconômicas, como as que envolvem a divulgação do relatório payroll de janeiro, referente às folhas de pagamento não agrícolas dos Estados Unidos. Isso porque o mercado de trabalho é um termômetro para a política monetária do Federal Reserve (Fed), em razão dos reflexos na inflação e manufatura, podendo impactar mercados como o de criptomoedas.

Na esteira das incertezas, o especialista em criptomoedas Ted Pillows foi ao X alertar que, em caso de perda do suporte de US$ 66 mil, o Bitcoin corre o risco de encontrar liquidez em zona próxima a US$ 60 mil.

A retração das criptomoedas se referenciava ainda pela saída de capital líquido, já que o market cap se encontrava recuado a US$ 2,28 trilhões (-3,1%) com medo extremo dos investidores (9%) e a maioria das altcoins no vermelho.

O VIX, “índice do medo” calculado pela Bolsa de Valores de Chicago (CBOE) a partir do desempenho das empresas de capital aberto que compõem o S&P 500, estava elevado a 18,20 pontos (+4,8%). Já os fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados negociação à vista (spot) de Bitcoin, Ethereum (ETH), XRP e Solana (SOL) registraram respectivas entradas líquidas de US$ 166,56 milhões, US$ 13,82 milhões, US$ 3,26 milhões e US$ 8,43 milhões, segundo dados da SoSoValue.

mapeamento da Coinglass do mercado de Futuros de criptomoedas apontava baixa a US$ 94,08 bilhões (-1,8%) no Interesse Aberto e retração a US$ 163,4 bilhões (-8,5%) no volume de negociações. Já a liquidação de traders alavancados de criptomoedas avançava a US$ 307,9 milhões (+22,3%). Nesse caso, os touros se encontravam em desvantagem pela liquidação de US$ 243,6 milhões em posições compradas (longs) ante US$ 66 milhões em liquidações de posições vendidas (longs).

A 38,1 pontos, o índice de força relativa (RSI) indicava aumento na pressão de venda de criptomoedas ante o dia anterior. O mapa de calor também destacava diversos tokens nas zonas de forte compra ou sobrecompra e de forte venda ou sobrevenda. Na primeira faixa, mais sujeita à correção, estavam tokens como PIPPIN, ZRO, RIVER, ASTER, FHE, LYN, STG, UB, BEAT, OG, NIL, SONIC, FIGHT, STBL, ALLO, KERNEL, BLUAI, ARIA. No outro extremo, mais sujeito a reversão, estavam tokens como BNB, TAO, STRK, MYX, ZAMA, 2Z, TWT, PNUT, AR, GUA, NXPC, MEME, AIXBT, AEVO, SYN, XVS.

Mapa de calor de 4 horas do RSI das criptomoedas. Fonte: Coinglass.

O índice altseason, que se referencia pelas 100 maiores capitalizações de mercado, estava localizado em 27 pontos. No grupo das mil maiores altcoins m market cap, o MYX derretia a US$ 4,90 (-19%), o BGB recuava a US$ 2,29 (-9,8%), o SKY se retraía a US$ 0,063 (-8,4%), o ZEC era trocado por US$ 223,68 (-8,1%), o H valia US$ 0,14 (-7,6%), o CRV representava US$ 0,22 (-7,4%) e o XMR era comprado por US$ 342,48 (+2,7%).

Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o RIVER ascendia a US$ 19,28 (+30%), o PIPPIN era transferido por US$ 0,43 (+23,3%) com alta acumulada semanal de 148,6%, o ZRO representava US$ 2,27 (+25,2%), o ISLM era negociado por US4 0,032 (+52,1%) com queda mensal de 22% e o POWER se estabelecia em US$ 0,39 (+30,3%) com alta de 170% em 30 dias.

Entre as novas listagens estavam AZTEC na Binance Futuros, NVDAON, TSLAON e AAPLON na Phemex, AIV na MEXC.

No dia anterior, uma criptomoedas desconhecida cobiçada no país acumulava 46.170% e ignorava o Bitcoin, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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