Resumo da notícia:
Brasileiros aproveitam derretimento do Bitcoin e registram maior volume do ano em compras de fundos de critptomoedas.
Pessimismo global diminui e fundo pode já ter sido alcançado.
Alemanha, Suíça, Canadá também se destacam frente a queda de preços.
Bitcoin lidera pressão vendedora, capitaneada por fundos da BlackRock, Fidelity, Grayscale e ARK 21Shares.
Fundos da Bitwise, ProFunds, CoinShares e 21Shares encerram a semana com maiores entradas líquidas.
Investidores do Brasil aportaram US$ 16,7 milhões, quase R$ 87 milhões, em fundos de criptomoedas no acumulado semanal de sexta-feira (6), segundo a CoinShares.

O otimismo brasileiro ocorreu em direção contrária ao movimento global, já que as retiradas líquidas de produtos negociados em bolsa (ETPs) baseados em criptomoedas registraram US$ 187 milhões em saídas líquidas no período. Na avaliação da gestora de criptomoedas, “um possível ponto mais baixo do mercado pode ter sido atingido”.
Embora os fluxos normalmente coincidam com as oscilações de preço das criptomoedas, historicamente, as mudanças no ritmo das saídas têm sido mais informativas, frequentemente sinalizando pontos de inflexão no sentimento dos investidores, observou a CoinShares.
Regionalmente, Alemanha, Suíça, Canadá, Hong Kong, Itália e França também registraram entradas líquidas em fundos de criptomoedas, por meio de respectivos aportes de US$ 87,1 milhões, US$ 30,1 milhões, US$ 21,4 milhões, US$ 6,8 milhões, US$ 500 mil e US$ 300 mil, além de US$ 1,7 milhão líquido aportado por investidores de outros países. Em direção contrária, investidores dos Estados Unidos, Suécia, Austrália e Holanda retiraram respectivos líquidos de US$ 214,3 milhões, US$ 135,5 milhões, US$ 1,2 milhão e US$ 700 mil.
O otimismo dos investidores brasileiros, segundo o monitoramento, ajudou o país a acumular US$ 18 milhões em aportes líquidos em 12 meses. No entanto, a queda de preços das criptomoedas fez o total de ativos sob gestão (AuM, na sigla em inglês) recuar a US$ 1,031 bilhão, volume que manteve o país na sexta posição global.
EUA, Alemanha, Canadá, Suíça, Suécia, Ilhas Cayman, Hong Kong, Austrália, Luxemburgo, Holanda e França também recuaram a respectivos AuM de US$ 107,7 bilhões, US$ 5,65 bilhões, US$ 5,09 bilhões, US$ 4,53 bilhões, US$ 2,13 bilhões, US$ 896 milhões, US$ 573 milhões, US$ 419 milhões, US$ 147 milhões, US$ 120 milhões e US$ 82 milhões. Já o AuM global fechou a semana retraído a US$ 129,84 bilhões enquanto outros países se mantiveram a US$ 1,42 bilhão.
A aferição direcionada aos criptoativos mostrou que os maiores volumes de saídas líquidas semanais foram de ETPs de Bitcoin (BTC), short Bitcoin e Sui (SUI), respectivamente de US$ 264,4 milhões, US$ 11,6 milhões e US$ 200 mil. Por outro lado, fundos em XRP, cestas multiativos, Solana (SOL), Ethereum (ETH) e Chainlink (LINK) registraram respectivas entradas líquidas semanais de US$ 63,1 milhões, US$ 9,3 milhões, US$ 8,2 milhões, US$ 5,3 milhões e US$ 1,5 milhão.
Por fundos cripto, os principais volumes de retiradas líquidas foram dos iShares (de BTC e de ETH) da BlackRock, Fidelity, Grayscale e ARK 21Shares, respectivamente de US$ 226 milhões, US$ 228 milhões, US$ 148 milhões e US$ 9 milhões. No azul, ETPs cripto da Bitwise, ProFunds, CoinShares e 21Shares encerraram a semana com respectivas entradas líquidas de US$ 113 milhões, US$ 33 milhões, US$ 26 milhões e US$ 13 milhões, enquanto outros fundos atraíram líquidos US$ 220 milhões no período.
Na semana anterior, os investidores nacionais também compraram a queda do Bitcoin ao investirem R$ 8,9 milhões em fundos de criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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