Lançados pela primeira vez no Brasil ao longo de 2021, os ETFs atrelados a criptomoedas caíram no gosto do investidor brasileiro. Segundo o mais recente boletim mensal divulgado pela B3, ao final de março havia 222.400 investidores que contraíram exposição ao mercado de criptomoedas através dos fundos de índice negociados na bolsa brasileira.
Líder absoluta deste mercado, a Hashdex responde por 77% dos investidores do mercado de ETFs vinculados a criptomoedas do Brasil. Com seus cinco produtos de investimento, a Hashdex atraiu mais de 149.000 cotistas até março deste ano.
Vale observar que apesar do momento de incertezas pelo qual vem passando o mercado por conta de condições macroeconômicas e da crise geopolítica envolvendo as potencias ocidentais e a Rússia, todos os ETFs da B3 atrelados a criptomoedas registraram crescimento de seu patrimônio líquido no mês de março.
O ETF de criptomoedas de maior sucesso da B3 é o HASH11, que atualmente conta com 149.438 cotistas, o que faz dele o segundo fundo de índice mais negociado da bolsa brasileira, atrás apenas do IVVB11, que replica o índice S&P 500 e possui mais de 180 mil investidores. O patrimônio líquido do ETF líder do mercado de criptomoedas está estimado atualmente em R$ 1,9 bilhão.
Lançado em 26 de abril de 2021, o HASH11 segue o Nasdaq Crypto Index, um índice elaborado pela Hashdex em parceria com a bolsa norte-americana do setor de tecnologia que busca refletir globalmente o movimento do mercado de criptoativos através da exposição diversificada e segura a uma cesta variada de ativos digitais.
Com variação mensal positiva de 9,6%, o HASH11 ficou em sexto lugar no ranking de ETFs mais rentáveis da B3 no mês de março, de acordo com o boletim recém divulgado. Apesar da recente valorização, no acumulado do ano até agora o HASH11 caiu 20%.
A rentabilidade do fundo tem sido prejudicada pela queda que o mercado de criptomoedas mais amplo atravessa desde o final do ano passado. O desempenho negativo, no entanto, não parece ter abalado a confiança dos investidores.
O segundo ETF de cripotmoedas da B3 em número de investidores é o QBTC11, fundo de índice atrelado ao Bitcoin (BTC) da QR Capital, que conta com 38.366 cotistas. E o terceiro é o ETHE11, ETF 100% atrelado ao Ethereum (ETH) da Hashdex, com 13.348 investidores.
Rentabilidade dos ETFs de criptomoedas em março
O HASH11 não foi o único ETF de criptomoedas a figurar entre os principais destaques de rentabilidade da bolsa brasileira no mês de março.
O primeiro lugar coube ao QDFI11, cujo índice é composto por uma cesta de ativos de protocolos de finanças descentralizadas (DeFi). Administrado pela QR Capital, o QDFI11 acumulou ganhos mensais de 14,1%. Ao final de março, o patrimônio líquido do QDFI11 era de R$ 44,4 milhões, e ele somava 2704 cotistas.
O segundo lugar ficou com o fundo de índice da Hashdex atrelado exclusivamente ao Ethtereum. O ETHE11 registrou variação positiva de 12,6%. O patrimônio líquido do ETHE 11 no fim do mês passado era de R$ 161,7 milhões e contava com 13.348 investidores
Enquanto o terceiro lugar coube ao ETF da QR Capital vinculado ao Ethereum (QETH11), com valorização de 11,9%. Ao final de março, o patrimônio líquido do QETH11 era de R$ 145,7 milhões, e ele possuía 12.356 cotistas.
A variação entre os dois ETFs da B3 atrelados à segunda maior criptomoeda em termos de capitalização de mercado se explica porque cada um replica um índice de diferente. Enquanto o ETHE11 refere-se ao Hashdex Nasdaq Ethereum Reference Price FI, o QETH11 vincula-se ao CME CF Ether Reference Rate da Bolsa Mercantil de Chicago.
Como noticiou o Cointelegraph Brasil recentemente, o sucesso dos ETFs de criptomoedas no mercado brasileiro tem motivado a criação de novos produtos para oferecer aos investidores exposição a setores específicos da indústria, como Web3 e NFTs.
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