A Gate.io, uma das maiores exchanges de criptomoedas do mundo e com uma ampla plataforma de lançamento de tokens, anunciou a contratação de André Sprone, que até então estava liderando a Easy Crypto, para ser o líder do projeto no país.
Segundo levantamento feito pelo Cointelegraph Brasil, a exchange já está procurando parceiros para permitir depósitos bancários via Pix e TED, assim como saques em Reais. Sobre a vinda da Gate ao Brasil, André comenta que este primeiro trimestre será dedicado para criar um planejamento de negócios da empresa e contratar equipe.
“Vamos aproveitar o bear market para preparar o terreno para o crescimento. A ideia é formar uma equipe brasileira e mostrar que estamos dando atenção ao mercado”, explica o Head da Gate.io.
A expectativa para os primeiros cargos que deverão ser contratados são para as áreas de marketing, operações e compliance. Nesta ordem. A quantidade de vagas vai depender do plano que estão traçando. A exchange também está definindo se trabalharão no formato presencial ou home office.
A chegada da Gate acirra ainda mais a disputa entre as exchanges nacionais de Bitcoin e as plataformas estrangeiras. Disputa que envolve não apenas clientes e as negociações destes nas plataformas, mas tensões envolvendo lobby junto a reguladores e até mesmo entre Deputados na definição das normas que irão integrar a "Lei das Criptomoedas" que tramita na Câmara dos Deputados.
Além disso, o mercado nacional de criptomoedas recentemente teve a chegada da Bitfinex através da parceria com a SmartPay e em breve também deve receber mais 3 grandes exchanges internacionais (Bybit, Coinbase e Bit2Me) que, segundo informações, aguardam aprovação da Lei das criptomoedas para iniciar operações no país.
Enquanto empresas 'brigam em casa' o vizinho invade
No entanto, enquanto as exchanges de criptomoedas brigam entre si, disputando usuários, bancos e outras instituições estão 'correndo por fora' para dominar o mercado de criptomoedas no Brasil.
O Nubank por exemplo, por meio de uma parceria com a Paxos, iniciou há menos de 1 mês um serviço que permite aos seus clientes comprar e vender Bitcoin e Ethereum diretamente pelo app do Banco. Cerca de três semanas após o início da operação com criptoativos o banco afirmou que mais de 1 milhão de clientes compraram criptomoedas.
A marca de 1 milhão de clientes negociando Bitcoin também já foi atingida pelo Mercado Pago que também oferece serviços de compra e venda de Bitcoin.
Quem também quer chegar ao seu milhão é o banco Santander que já anunciou o lançamento de uma exchange própria de criptomoedas. Na briga também estão a XP Investimentos que vai lançar uma plataforma para negociação de cripto ainda este ano e o BTG Pactual que já lançou a Mynt.
Até o Itaú, que no passado engrossava o coro de Jamie Dimon e criativa as criptomoedas, anunciou uma divisão especial para ativos digitais com planos de oferecer compra e venda de Bitcoin, algo que o banco já oferece indiretamente via distribuição de fundos de investimento e ETFs.
O 99Pay, aplicativo de pagamentos do app de corridas compartilhadas 99, também permite a compra e venda de Bitcoin e, para engrossar o caldo da concorrência, o PicPay também quer vender criptomoedas no Brasil. Visa e Mastercard já declararam que estão conversando com bancos e instituições financeiras para oferecer serviços com criptoativos também.
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