Uma pesquisa conduzida pela snaq apontou que o Nubank, em menos de 1 mês, já seria a segunda maior plataforma de compra e venda de criptomoedas no Brasil, em número de usuários. À frente do Nubank estaria a exchange Mercado Bitcoin com quase 4 milhões de clientes cadastrados.
O Nubank, por meio de uma parceria com a Paxos, iniciou há menos de 1 mês um serviço que permite aos seus clientes comprar e vender Bitcoin e Ethereum diretamente pelo app do Banco. Cerca de três semanas após o início da operação com criptoativos o banco afirmou que mais de 1 milhão de clientes compraram criptomoedas.
Com base nos dados divulgados pelo Nubank e reportagens diversas, o snaq apontou o banco digital como a segunda maior plataforma de negociações de criptoativos em número de usuários no país. Contudo, o portal não computou dados de outras empresas como o Mercado Pago que já afirmou possuir mais de 1 milhão de clientes negociando criptomoedas.
Outro ponto não computado pelo portal é a atuação de empresas estrangeiras no país, como a Binance, que, segundo dados do Cointrademonitor, responde atualmente por mais de 48% de todas as negociações de Bitcoin no Brasil.
'Compra Bitcoin aqui comigo, aqui é galantido'
Antes restrito às exchanges de criptomoedas, a compra e venda de Bitcoins no Brasil, agora é uma ação que pode ser feita em aplicativos de bancos, fintechs e até aplicativos de corridas compartilhadas.
Se todas as empresas que oferecem compra e venda de Bitcoin para seus clientes no Brasil fossem agrupadas em um mesmo local, teremos algo como uma "Shopping Bitcoin 25 de março" das criptomoedas, com inúmeras empresas gritando "Aqui o Bitcoin é mais barato", "Aqui não tem taxa", "Comigo é galantido", "Não compra no concorrente que ele não faz KYC", "Aqui você compra com R$ 1 real", "Compra aqui que eu te devolvo em cashback" e assim por diante.
Isso ocorre pois a oferta de empresas oferecendo compra e venda de Bitcoins cresceu exponencialmente desde 2020.
Me lembro em 2019, durante o CIAB da Febraban daquele ano, que fui no estande da Visa e da Mastercard e perguntei sobre criptomoedas e não fui apenas ignorando como um assessor veio literalmente me tirar do stand dizendo que ninguém queria falar sobre isso.
No entanto, agora, tanto Visa como Master gostam mais de criptomoedas que o próprio Satoshi Nakamoto. Quem também mudou de opinião foi o Itaú e o Santander que antes brandiam hinos contra o Bitcoin e agora também querem oferecer aos seus clientes sistemas para compra e venda de criptomoedas.
Atualmente o nosso "Shopping Bitcoin 25 de março" conta com 37 exchanges de criptomoedas (BitPreço, NovaDAX, UpCâmbio, BitcoinToYou, Mercado Bitcoin, FTX, Foxbit, Brasil Bitcoin OTC, Bitso, BitcoinTrade, Bitnuvem, Biscoint, Coinext, Brasil Bitcoin, Liqi, PagCripto OTC, flowBTC, PagCripto, Blocktane, Stonoex, Bitrecife, Walltime, Nox Bitcoin, Alter, AstroPay, B2U Pro, Citcoin, Makes Exchange, P2PCripto, Huobi, Crypto.com, OKX, Mynt BTG, Digitra.com, Bitfinex - Swapix)
Quem também tem uma lojinha no "Shopping Bitcoin 25 de março" é Paxful, Local Bitcoin, Z.ro, Bitfy, Passfolio, Mercado Pago, Nubank, 99Pay e OWS.
No shopping também tem um 'setor VIP', que conta com o selo CVM que são os fundos de investimento com exposição em criptoativos, setor que tem Hashdex, QR, Vortex, KPLT, BLP, Vitreo, Bohr, BTG, XP e RBR Retiz, juntas estas empresas somam mais de 35 fundos de investimento em criptoativos isso sem contar os 5 ETFs.
Além disso, já temos diversos stands com plaquinhas de "Em breve aqui mais uma empresa para comprar Bitcoin". Quem já reservou espaço no local é PicPay, Santander Brasil, Banco Itaú e XP Investimentos que vai tentar abrir uma nova lojinha cripto depois do fracasso da XDEX.
Não podemos esquecer de nossos amigos P2P que são mais de 20 no Brasil vendendo Bitcoin e criptomoedas usando as redes sociais como WhatsApp, Signal, Telegram e até pelo Mercado Livre.
Isso tudo sem contar as empresas que aderiram a tokenização de ativos tradicionais, setor que teve como percussor o Mercado Bitcoin com o token do Vasco. Na conta das empresas para negociar criptomoedas também pode entrar os diversos marketplaces que foram inaugurados no Brasil como DAX, Tropix entre outros.
Se tem mercado e comprador de Bitcoin para sustentar tantas empresas é a Receita Federal que vai dizer, afinal todas as empresas (brigas a parte) tem que reportar as negociações para o regulador. Agora o que é inegável é que o mercado de criptomoedas está crescendo, mesmo sem regulamentação e em pleno Bear Market.
Acho que agora posso tomar um cafezinho no stand da Visa e da Mastercard, quem sabe até ganhar um cartão roxinho :-)
LEIA MAIS