Na terça-feira, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região vai julgar um novo habeas corpus impetrado pela defesa de Glaidson Acácio dos Santos no caso da GAS Consultoria Bitcoin e há alguns dias atrás começaram a ciruclar boatos em grupos de WhatsApp de vítimas do esquema de pirâmide financeira envolvendo Bitcoin que a eventual libertação do "Faraó dos Bitcoins" seria acompanhada do desbloqueio das contas da empresa.
Muitos clientes passaram a acreditar que poderiam ser ressarcidos brevemente. Porém, em nota oficial divulgada no sábado, a GAS Consultoria negou qualquer possibilidade de que saques de contas da empresa possam vir a ser liberados nos próximos dias:
"Importante deixar claro a todos que, no dia 19/10, será julgado no TRF somente o HC do CEO da G.A.S.. Portanto, não procede a informação de que o desbloqueio das contas estará na pauta da justiça na semana que vem."
Conforme noticiou o Cointelegraph Brasil, em 23 de setemrbo a Justiça atendeu a um pedido da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF-RJ), determinando o bloqueio de R$ 38 bilhões de quatro contas da GAS Consultoria.
Na mesma data, Glaidson Acácio dos Santos e mais 21 pessoas foram indiciadas por participação em organização criminosa, gestão fraudulenta e violação do sistema financeiro nacional. O "Faraó dos Bitcoins" e 16 comparsas tornaram-se réus no processo.
Ressarcimento na Justiça
O Cointelegraph Brasil havia noticiado no final de setembro que os clientes lesados pela GAS Consultoria estavam recorrendo à Justiça em busca de ressarcimento dos valores aplicados junto à empresa sob a promessa de rendimentos mensais fixos de 10%.
Agora, clientes estão entrando na Justiça para bloquear os valores investidos na GAS Consultoria diretamente nas contas de exchanges através das quais a empresa fazia suas operações.
Uma investidora do Rio de Janeiro cujo nome não foi divulgado pediu à Justiça o bloqueio de R$ 100.000 nas contas das exchanges Binance, BitMEX e Primebit. O deferimento do pedido foi publicado na segunda-feira, no Diário Oficial do Rio de Janeiro.
A investidora tinha dois contratos totalizando investimentos de R$ 100.000 com a “M Y D Zerpa Tecnologia Eireli”, empresa registrada no nome de Mirelis Zerpa, mulher de Glaidson Acácio dos Santos, que era uma das pessoas jurídicas que movimentam o esquema de fraude financeira da GAS Consultoria.
Os contratos haviam sido celebrados em 12 e 16 de agosto, dias antes da deflagração da operação que desbaratou a organização criminosa, levou o "Faraó dos Bitcoins" à prisão e resultou na maior apreensão de criptoativos da história do Brasil.
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