Uma nota promissória no valor de R$ 300 mil emitida em outubro de 2019 por Glaidson dos Santos, o Faraó dos Bitcoins, preso na Operação Kryptos, e a esposa dele, a venezuelana Mirelis Zerpa, considerada foragida, divulgada nesta quarta-feira (1º), revelou a ligação entre as operações lideradas pelo ex-dirigente do Botafogo Futebol e Regatas Ricardo de Almeida, e os controladores da GAS Consultoria, de acordo com informações do G1.
Ricardo, que já foi presidente do Conselho Fiscal do clube carioca, foi preso na parte da manhã em Piratininga, em Niterói, região metropolitana do Rio, em uma operação deflagrada pela Delegacia de Defraudações (DDEF). Na ocasião, os agentes também cumpriram 11 mandados de busca e apreensão.
Ele é suspeito de comandar um esquema de pirâmide financeira através da empresa Futura Invest, que prometia rendimentos mensais entre 4% a 10% sobre os investimentos dos clientes. Segundo as investigações, a maioria das vítimas eram servidores públicos, civis e militares.
O nome da Futura Invest aparece como beneficiária da nota promissória emitida por Glaidson e Mirelis, tipo de documento que também era usado pela empresa de Ricardo para convencer os investidores a aportar recursos na Futura, o que era feito por meio da promessa de saque 24 meses após o investimento.
De acordo com a polícia, as vítimas recebiam os percentuais prometidos nos primeiros meses depois de fazerem o investimento, retornos que seriam supostamente obtidos a partir de aplicações de capital, criptomoedas e na bolsa de valores. Entretanto, os pagamentos das parcelas se tornavam cada vez mais raros ao longo do tempo.
As investigações apontaram ainda que as empresas RPS Agenciamento e Negócios e Nextpar com participantes do suposto esquema, que ainda revelou a utilização do CNPJ da Futura por parte da RW Serviços Cadastrais.
Em relação à ligação entre Ricardo e Glaidson, o delegado responsável pelas investigações, Alan Luxardo, classificou as operações comandadas pelo ex-dirigente do Botafogo como “pirâmide da pirâmide” porque, segundo ele, a estratégia do dono da Futura era ficar com a diferença do lucro prometido pela GAS, 10%, e o que a Futura prometia, 4% a 6%.
Em novembro do ano passado a Polícia Federal (PF) também desmantelou uma quadrilha que teria usado criptomoedas para tentar esconder um roubo de RS$ 18,5 milhões, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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