Em cumprimento ao deferimento de uma petição junto à 4ª Vara Criminal de Porto Velho (RO), a Polícia Federal (PF) deflagrou na última quarta-feira (22) a “Operação Metaverso” para cumprir 11 mandados de busca e apreensão nos estados de Rondônia, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, em endereços ligados a 30 pessoas físicas e jurídicas suspeitas de envolvimento em um ataque hacker que teria desviado um montante de R$ 18,5 milhões de duas empresas, volume que teria sido diluído em diversas tranferências bancárias para posterior compra de criptomoedas, inclusive em exchanges estrangeiras.
A operação contou com a colaboração de instituições bancárias aderentes a um acordo de cooperação técnica firmado com a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) junto ao Núcleo de Repressão a Fraudes Bancárias da Divisão de Repressão a Crimes Cibernéticos da PF com objetivo de rastrear as transferências bancárias do dinheiro desviado, antes da compra de criptomoedas. O que seria uma forma de dificultar a rastreabilidade das vantagens financeiras obtidas.
A PF informou que foram desviados R$ 16,7 milhões e R$ 1,8 milhão, respectivamente, das contas de duas empresas através de uma fraude sofisticada realizada pelos investigados, a partir da utilização da conta bancária de uma empresa sediada em Porto Velho (RO). Após o acesso às contas das vítimas, os fraudadores fizeram transferências para inúmeras contas em diversos estados brasileiros, segundo as investigações.
Os investigados responderão pela prática dos crimes de furto qualificado mediante fraude, organização criminosa e lavagem de dinheiro que, na medida de suas culpabilidades, podem resultar em penas que, somadas, podem ultrapassar 20 anos de reclusão.
Já as “proezas” do CEO e fundador da exchange de criptomoedas falida FTX, Sam Bankman-Fried (SBF), além dos desdobramentos judiciais, vão se transformar em uma minissérie de oito episódios que contarão a história de uma das 'fraudes mais descaradas jamais cometidas', conforme noticiou o Cointelegraph.
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