A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou esta semana a formação de um grupo de trabalho para colaborar com o Banco Central em questões relacionadas ao desenvolvimento do projeto-piloto do Real Digital, a moeda digital emitida por banco central (CBDC, na sigla em inglês) brasileira.

Segundo o que informou a entidade, serão 15 participantes de bancos associados à Febraban. O grupo de trabalho terá como foco questões como debates técnicos, segurança, resiliência, interoperabilidade e escalabilidade do Real Digital. 

Na avaliação do diretor executivo de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da Febraban, Leandro Vilain, “em um primeiro momento o Real Digital provavelmente terá mais aplicabilidade para a pessoa jurídica. Não será utilizado em larga escala por pessoas físicas.”

“O mercado ainda vai se desenvolver. O que estamos construindo é uma infraestrutura que permita a tokenização desses depósitos. E a partir daí, você abre um leque de oportunidades para outros produtos e serviços no sistema financeiro”, explicou. 

Vilain destacou que a utilização da blockchain permite operações mais eficientes e seguras no sistema bancário ao enfatizar a inovação tecnológica da tecnologia que suporta as criptomoedas, por meio de registros imutáveis criados de maneira descentralizada. 

Para o diretor, apesar de o Pix suprir a necessidade de transferências bancárias, a utilização da tecnologia disruptiva no desenvolvimento do Real Digital abre novas frentes.

“A questão é que a tecnologia em blockchain abre um portal para outras transações mais complexas que chamamos tecnicamente de DvP, que só se concretizam mediante a entrega de um serviço – você reserva um pagamento, mas só se efetiva quando o serviço da contraparte estiver feito”, completou. 

No início de março, o Banco Central anunciou o Hyperledger Besu (Ethereum EVM) para os primeiros testes do Real Digital, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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