Os investidores que alocaram recursos para comprar a criptomoeda do Cruzeiro, lançada pela equipe em parceria com a fintech Liqi, vão receber parte do valor da venda do zagueiro Murilo Cerqueira para o Palmeiras. Cerqueira foi formado pelo time mineiro e estava jogando no-Locomotiv Moscou, da Rússia.
O jogador integra a cesta de atletas que compõem o Cruzeiro Token, criptomoeda lançada no ano passado pela Liqi com o Cruzeiro e que está atrelada a direitos econômicos de jogadores formados no time através do mecanismo de solidariedade da FIFA.
A negociação pelo jogador envolveu o pagamento de cerca de US$ 2,8 milhões por 80% dos direitos econômicos do jogador e, embora a Liqi não tenha anunciado ainda o quanto será distribuído aos holders do token, estimativas apontam que a fintech irá distribuir aproximadamente R$ 589 mil aos investidores do Cruzeiro Token.
"É muito importante este pagamento e a concretização do fato em si e mostra como a blockchain pode mudar a história dos investimentos. Através da tokenização tornamos este ativo um produto com liquidez para o Cruzeiro. E este pagamento agora mostra o quanto esta tokenização foi bem pensada, estruturada e bem executada. Eu costumo falar que os primeiros cases de tokenização tem a obrigação de dar certo para mostrar o potencial disso tudo para o mercado. Estamos muito felizes com tudo isso e como tudo está acontecendo. Este pagamento só tem a fortalecer todo o potencial da tokenização", destacou Daniel Coquieri, cofundador da Liqi.
De acordo com Ney Pimenta, fundador e CEO da BitPreço, exchange que além da Liqi também oferece a negociação do token, o retorno dessa única movimentação pode chegar próximo a 4,5% do valor investido, lembrando que o token ainda deverá gerar várias oportunidades similares de rendimentos pelos próximos 5 anos.
Caso seja confirmado, o valor será distribuído proporcionalmente para os holders do criptoativo e será creditado pela Liqi. No caso dos holders que compraram o token pela Bitpreço a exchange ficará encarregada da distribuição dos dividendos aos investidores.
"Embora não esteja em nosso controle as negociações dos jogadores nos acreditamos que este pagamento é só o primeiro de muitos pois a base de jogadores que integram o token é muito promissora e temos certeza que outras transações e vendas vão ocorrer gerando rendimento para os investidores", finaliza Coquieri.
Itaú investe milhões na Liqi
Recentemente o Banco Itaú, um dos principais bancos do Brasil, anunciou um investimento milionário na Liqi. Segundo o anuncio o aporte da Série A foi de R$ 27,5 milhões e foi liderado pelo fundo de Corporate Venture Capital do Itaú Unibanco.
Além do Itaú, também participaram a Oliveira Trust, empresa financeira referência em soluções para administração de fundos e serviços fiduciários no Brasil e o fundo Honey Island by 4UM, criado em parceria entre a Honey Island Capital e a 4UM Investimentos.
A Liqi destacou que pretende utilizar o montante para dobrar a equipe em seis meses, com o objetivo de quebrar o paradigma do mercado financeiro tradicional de investimentos, com o uso da tecnologia do blockchain.
Para Philippe Schlumpf, que está à frente do Kinea Ventures, como um fundo de investimento de um dos principais bancos do país, investir na Liqi foi algo natural em função das tendências no mercado de tokenização e cripto.
Fundada em 2021, a startup possui dois produtos: a Liqi, corretora que conta com ofertas primárias de tokens emitidos por empresas parceiras e que podem ser adquiridos por investidores, e a Tokenize, plataforma B2B que é responsável pela infraestrutura da emissão dos tokens via blockchain, usando o Ethereum (ETH).
LEIA MAIS