O Brasil ocupa a 11ª colocação em desenvolvimento de inteligência artificial (IA), de acordo com uma pesquisa dlo SAS. O resultado foi divulgado durante o SAS Inovate on tour 2024, evento promovido na última terça-feira (17) em São Paulo (SP) pela empresa global de análise estatística e educacional.

O levantamento feito junto a 1600 empresas em todo o mundo mostrou que a China lidera com folga o ranking, a um patamar de cerca de 83% de iniciativas empresariais, seguida por Reino Unido, 70%, e Estados Unidos, 54%.

No Brasil, o SAS realizou 100 entrevistas. Nesse caso, o relatório apontou que, entre as empresas que usam ou estão implantando a tecnologia, 47% possuem um caso de uso de IA, um dos três menores percentuais do estudo, à frente apenas da Bélgica (32%) e Luxemburgo (31%).

Ao portal Convergência Digital, a customer advisor do SAS, Lyse Nogueira, disse que é preciso cautela para analisar esses percentuais porque, no caso do Brasil, as empresas adotam a precaução na adoção da IA, mas querem a tecnologia.

De acordo com o estudo, o Brasil se destacou particularmente em investimentos de empresas privadas, na criação de startups de tecnologia, e em projetos de pesquisa em universidades e centros de inovação.

Por outro lado, a pesquisa revelou que as empresas têm dificuldade em enxergar o retorno sobre o investimento (ROI) da adoção da IA, já que a preocupação entre os empresários brasileiros nessa seara é de 51% no país, enquanto a média global é de 39%.

A percepção de dificuldade em adotar a IA também é alta no Brasil (50%), assim como privacidade (91%), segurança de dados (81%) e governança (69%). Em contrapartida, 93% das empresas ouvidas disseram que a IA melhorou a experiência a satisfação dos funcionários, 87% apontaram redução de custos operacionais e 76% destacaram o crescimento na fidelização dos clientes.

A pesquisa mostrou ainda que entre os principais setores responsáveis pelo impulso da IA no país estão o mercado financeiro, saúde e a agricultura. A aplicação de algoritmos de aprendizado de máquina no setor bancário, por exemplo, tem permitido melhorias em segurança cibernética e eficiência no atendimento ao cliente. Já na agricultura, que é um dos pilares da economia brasileira, a utilização de IA tem ajudado no monitoramento de safras e na previsão climática, ampliando a produtividade.

Na esteira do uso da tecnologia nas eleições municipais de 2024, Boulos e Tabata levam ‘cadeirada’ da IA do Google por omissão aos candidatos à prefeitura de SP, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.