O mercado de criptomoedas apresentava discreta entrada líquida na manhã desta quarta-feira (18) ao movimentar US$ 2,06 trilhões (+0,3%), ocasião em que o Bitcoin (BTC) orbitava US$ 59,9 mil (+1,1%) com alta acumulada semanal de 6%, dominância de mercado a 57,3%, sentimento dos investidores em região de medo (38%), porém avançado ante o dia anterior, e a maior parte das principais altcoins no vermelho, apesar da alta de até três dígitos percentuais de alguns tokens.

O benchmark cripto caminhava em linha com outros mercados, comportamento que foi percebido no encerramento dos pregões do dia anterior. Nessa situação, índices acionários correlacionados com o mercado de criptomoedas fecharam em ligeira alta. Caso do S&P 500 e do Nasdaq, encerrados respectivamente em 5.634,58 (+0,026%) e 17.628,06 pontos (+0,20%).

Atrelados ao mercado cripto, e ao risco, os fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin imprimiram o otimismo dos investidores responsáveis por US$ 186,76 milhões em entradas líquidas enquanto os de Ethereum (ETH) recuaram mais uma vez, em líquidos US$ 15,11 milhões, segundo dados da plataforma SoSoValue.

Ainda que tímido, o avanço sinalizava que boa parte dos investidores espera por um rali nessa quarta-feira, quanto termina a reunião de dois dias do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), conselho decisório de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Isso porque um eventual corte na taxa de juros básica da autoridade monetária pode resultar em rali do Bitcoin apesar do risco de mais queda, caso a decisão do Fomc decepcione os mercados. 

Na região positiva das principais altcoins em capitalização de mercado, o TIA valia US$ 5,24 (+5%), o TAO era comprado por US$ 318,25 (+4,6%), o BNX pareava US$ 1,51 (+3,5%) e o BEAM atingia US$ 0,014 (+3,4%). Pelo contrário, o HNT respondia por US$ 6,63 (-6%), o MKR se transformava em US$ 1.454,12 (-4,8%), o AR se comparava a US$ 17,99 (-4,4%) e o GRT estava cotado a US$ 0,13 (-3,7%).

Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o CKB era transacionado por US$ 0,017 (+11,4%), o BABYDOGE era negociado por US$ 0,0000000022 (+19,3%), o DYM era transferido por US$ 1,63 (+13,9%), o BMX era vendido por US$ 0,35 (+23,5%), o UXLINK estava quantificado em US$ 0,65 (+21,6%), o BOBO se nivelava por US$ 0,0000013 (+24,6%), o POLY se convertia em US$ 0,065 (+23,6%) e o REEF era trocado de mãos por US$ 0,0025 (+18,2%).

Chamava a atenção a memecoin baseada na rede Ethereum First Neiro On Ethereum (NEIRO), precificada em US$ 0,00083 (+120%) e com alta acumulada semanal de quase 1.800%.

Gráfico de sete dias do par First Neiro On Ethereum (NEIRO)/USD. Fonte: CoinMarketCap

A ascensão do token lançado em agosto coincidia com a listagem do NEIRO na Kucoin, entre outras exchanges de criptomoedas, como a Binance. O Neiro é um cão da raça Shiba Inu recém-adotado pela mesma mulher que era dona do mundialmente conhecido Kabosus, outro cão Shiba Inu, que inspirou o Dogecoin (DOGE), maior memecoin em capitalização de mercado, falecido recentemente.

Entre outras listagens em exchanges de criptomoedas estavam TOTHESUN na Poloniex, MATRIX na Gate.io, MCOIN na AscendEX, WIF na Gemini, AERGO na BitMart e SKY na Kucoin.

No dia anterior, as criptomoedas subiram até 40% enquanto o Bitcoin lutava por US$ 59 mil de olho no Fed, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.