A Rede Brasil de Blockchain (RBB), projeto que começou a ser idealizado em 2018, deverá usar o hub para o desenvolvimento de blockchain Hyperledger Besu 2.0. A informação foi revelada na última segunda-feira (14) durante o Ethereum.Rio pelo  chefe de iniciativas de blockchain do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social  (BNDES), Gladstone Arantes.

Ao justificar os motivos pelos quais a RBB vai utilizar projetos já existentes na América Latina, Europa e Espanha, ele disse que: 

O que acontecia no governo brasileiro e ainda acontece é que, para cada caso de uso, se cria a própria infraestrutura e network. Isso bloqueia a inovação. É como se fossemos fazer o Google, mas antes tivéssemos que fazer a internet. Por isso, após discutirmos com nossos parceiros, vimos que era uma necessidade criar uma estrutura única e é isso que estamos fazendo com a Rede Blockchain Brasil. 

Arantes argumentou ainda que a RBB tem como pilares a transparência e a busca por fazer uma estrutura mais simples possível para os cidadãos.

A escolha do Hyperledger Besu deu pistas de como irá funcionar a RBB, uma vez que o sistema possui mecanismos de prova de autoridade (proof of authority) que, neste caso, deverá ser uma camada de controle de agentes estatais. Isso porque, embora o Besu possua mecanismos de prova de trabalho (PoW), a RBB na terá mineração, de acordo com o que foi informado. 

A rede escolhida é uma cliente Etherem, executada também  em  redes privadas e redes de testes como Rinkeby, Ropsten e Görli, segundo informações da página oficial do  Hyperledger Besu.

Também participam do desenvolvimento da RBB a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), a PUC-Rio, a Companhia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais (Prodemge), o Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espírito Santo (Prodest) e o laboratório de inovação do American Development Bank Group (IDB LAB).

Os cenários de utilização da RBB podem ter pesado na escolha do  Hyperledger Besu 2.0. Isso porque a criação de um sistema próprio poderia representar um relativo isolamento da RBB, o que afetaria o projeto de um de seus principais objetivos, direcionado à busca pela popularização do acesso, conforme defendeu a especialista Vanessa Almeida e uma publicação do Cointelegraph Brasil

 

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