BNDES vai financiar filme com stablecoin baseada na blockchain do Ethereum e lastreada no Real

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, (BNDES), está financiado um documentário cinematográfico brasileiro por meio de uma stablecoin própria construída como um ERC-20 na blockchain do Ethereum, segundo informou hoje, 03 de junho, o jornal o Estado de São Paulo

Chamada de BNDES Token, o projeto já havia sido lançado em 2018 e teve a primeira prova de conceita feita com o Governo do Estado do Espírito Santo, agora, a Banco de desenvolvimento do Brasil irá financiar a produção de um filme documentário da produtora Elo Company, a mesma produtora nacional responsável pelo filme "O Menino e o mundo" de Alê Abreu que chegou a ser indicado para o Oscar.

“Em vez de liberar o dinheiro para o cliente, a proposta é que nós liberaremos o token que poderá ser usado para todas as compras previstas no contrato de financiamento”, salientou Gladstone Arantes Jr, Gerente de TI e um dos responsáveis pelo projeto do token no BNDES.

Para receber a aporte do banco em criptomoeda todos os participantes do projeto, proponente e fornecedores, devem vincular um endereço publico de Ether junto ao CNPJ. Os pagamentos do Banco serão feitos na stablecoin para o proponente e este, por sua vez, repassa os pagamentos para os fornecedores que então podem fazer a conversão da stablecoin em reais junto ao BNDES. A proposta, entre outras, é trazer mais transparência para os recursos da instituição e também ter um controle maior do destino das verbas.

 “Justamente no momento em que se questionam as prestações de contas e se pede mais transparência, o blockchain vem responder a essa demanda (da sociedade). Com a plataforma blockchain, meu fornecedor faz a prestação de contas em tempo real”, afirma Sabrina Nudeliman, presidente da Elo Company.

Os Tokens do BNDES serão lastreados em reais de propriedade do próprio  BNDES e não terão emissão fixa e nem poderão ser comercializados, somente devem circular do Banco para o proponente e deste para o fornecedor. Após o fornecedor procurar o banco para fazer a conversão dos tokens eles serão queimados.

O Banco Central do Brasil e demais órgãos reguladores tem conhecimento da proposta e vem discutindo com o jurídico do BNDES questões legais do projeto.

“É um Waze do dinheiro público, no qual conseguimos acompanhar para onde vai, onde engargala, qual sua velocidade”, diz Daniel Tonacci, assessor da diretoria da Ancine, comparando o sistema ao aplicativo de navegação.

O Cointelegraph destacou recentemente que o BNDES selecionou cinco startups com foco em blockchain para participar de seu programa de aceleração o BNDES Garagem.