O mercado de criptomoedas se mantinha lateralizado em torno de US$ 1,99 trilhão (+0,5%) na manhã desta quinta-feira (5), quando o Bitcoin (BTC) era trocado de mãos em torno de US$ 56,7 mil (-0,2%) com retração acumulada semanal de 5,1%, dominância de mercado a 56,3%, sentimento dos investidores em região de medo (34%) e a maior parte das principais altcoins em capitalização de mercado recuadas, apesar do avanço de até 160% de alguns tokens.

A variação de preços se mantinha na esteira da aversão ao risco e cautela da maior parte dos investidores, já que as criptomoedas representam um mercado considerado de risco. Em boa medida pelos dados econômicos divulgados nos Estados Unidos nos últimos dias, que reforçaram em boa parte dos investidores o sentimento de que a maior economia global está à beira de uma recessão.

No dia anterior, após o tombo da gigante dos chips Nvidia que arrastou as criptomoedas para o vermelho, as bolsas operaram sem direção definida, quando o S&P 500 e o Nasdaq encerraram respectivamente em 5.520,07 (-0,16%) e 17.084,30 pontos (-0,30%). Recuos que sucederam a divulgação do Livro Bege, relatório sobre as condições do mercado nos Estados Unidos e que antecede a reunião do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês), que é o comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed).

Segundo o Livro Bege, a inflação naquele país se mantém resiliente, porém moderada, e as empresas estão com receio de abrir novas vagas de emprego, com medo do que vem pela frente. 

Esse cenário, que pode comprometer o fluxo de capital a mercados como o de criptomoedas, encontrou lastro em outros dados, divulgados horas antes do Livro Bege. Trata-se do relatório Jolts, do Departamento do Trabalho, referente às vagas de emprego disponíveis e a taxa de rotatividade do mercado de trabalho. Nesse caso, o Jolts apontou desaceleração de 4,8% para 4,6% na taxa de vagas entre junho e julho, quando a abertura de novas frentes foi de 7,67 milhões, abaixo dos 8,1 milhões esperados pelos analistas.

A aversão ao risco ainda foi percebida pela manutenção de saídas líquidas sobre fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin e Ethereum (ETH), respectivamente em US$ 37,29 milhões e US$ 37,51 milhões, segundo dados da plataforma SoSoValue.

Essa semana, analistas da empresa de pesquisa de investimento canadense BCA Research declararam que o eventual início de corte de juros pelo Fed no próximo dia 18 pode ser “insuficiente e tardio” para evitar uma recessão nos EUA.

"É alta a probabilidade de a economia dos EUA entrar em recessão dentro de um prazo de seis a doze meses. Historicamente, os ciclos de relaxamento monetário não foram capazes de evitar recessões”, declarou em nota a casa de análises. 

Na região positiva das principais altcoins em capitalização de mercado, o HNT valia US$ 8,15 (+9,6%), o DOGS estava cotado a US$ 0,0010 (+9,2%), o INJ se convertia em US$ 17,15 (+7,6%), o WIF valia US$ 1,59 (+7,9%) e o 1000SATS orbitava US$ 0,00030 (+8,1%). Pelo contrário, o OM se equiparava a US$ 0,91 (-4,7%), o LEO pareava US$ 5,61 (-4%), o APT se traduzia em US$ 5,86 (-3,5%), o RUNE estava precificado em US$ 3,63 (-2%) e o IMX era liquidado por US$ 1,19 (-2%).

Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o BLUR representava US$ 0,16 (+12,2%), o SAGA girava em torno de US$ 1,33 (+12%), o DSYNC pareava US$ 0,15 (+11%), o BIGTIM E se convertia em US$ 0,079 (+25,5%), o WHY atingia US$ 0,00000022 (+10,5%), o APU era comprado por US$ 0,00019 (+19,3%) e o SWEAT se equiparava a US$ 0,0078 (+10,1%).

Três altcoins chamavam a atenção pela volatilidade acentuada nas últimas 24 horas. Um deles o VEGA, token de governança e de staking do protocolo de derivativos Vega Protocol, transacionado por US$ 0,11 (+103%) com um pico de preço de 160% nas últimas horas. 

Gráfico de 24 horas do par VEGA/USD. Fonte: CoinMarketCap

A alta parecia se relacionar com o entusiasmo da comunidade depois que os desenvolvedores anunciaram a migração do VEGA para um novo token, de uma exchange descentralizada (DEX) a ser construída na rede da Vega Protocol, que deve se chamar “Nebula”.

Os outros dois tokens em alta eram a memecoin MEIRO, negociada por US$ 0,060 (+74,5%) com um pico de preço de cerca de 80%, e o RXD, token nativo da blockchain Radiant, transacionado por US$ 0,0011 (+65%).

Entre as novas listagens em exchanges de criptomoedas estavam CMONK e IDEX na BitMart, VISTA na CoinEx, POL na Bybit Futuros, Upbit, Bithum, Coinbase e OKX, VISTA na Gate.io, CAT na Phemex, JTO na Bithumb, BSW na Binance Futuros, e GMX, MYRO e TNSR na Indodax.

Na seara das possíveis altas, um especialista revelou esta semana a carta na manga das memecoins para alta de até 1.000.000%, conforme noticiou o Cointelegrapoh Brasil.