O Banco Central do Brasil (BC) anunciou esta semana as novas regras de utilização do Pix através de celular. As mudanças entram em vigor no dia 1º de novembro e têm como objetivo reduzir os riscos de fraudes e golpes.
Entre as mudanças está a fixação de um limite diário de R$ 200 para transações por celular ou computador que não estejam previamente cadastrados não instituição financeira dos usuários.
Além disso, em caso de mudança de aparelho, o BC fixou um limite diário de R$ 1 mil por transação. O que, segundo a instituição reguladora, tem como objetivo dificultar a ação de criminosos ao tentarem usar o acesso dos usuários para realizarem pagamentos em aparelhos estranhos ao sistema.
No rol das mudanças, o BC também anunciou a adoção de risco de fraude que use informações armazenadas pela instituição, capaz de identificar transações atípicas, disponibilização de um canal eletrônico para os clientes obterem informações necessárias para evitar fraudes, verificação semestral de eventual marcação de fraude na base de dados do BC.
O que, segundo a autoridade monetária não exime as instituições financeiras de adotarem boas práticas e promoverem a educação dos clientes, voltada á utilização da plataforma de transações eletrônicas.
Apple e Samsung
As gigantes tecnológicas estão em fase de negociação com o BC, para integrarem suas respectivas carteiras digitais, Apple Pay e Samsung Wallet, aos pagamentos via Pix por aproximação e cartões, além do armazenamento de chaves digitais, documentos, passes e cartões de embarque, segundo uma reportagem do Jornal Folha de São Paulo. Isso porque, as instituições precisam se integrarem ao Open Finance, que é o compartilhamento de dados dos clientes pelo ecossistema formado pelas instituições financeiras castradas pelo BC.
Em julho, o Banco Central e o Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciaram para fevereiro de 2025 o lançamento da funcionalidade de pagamentos via Pix por aproximação, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.