Na manhã desta quarta-feira (4), o mercado de criptomoedas recuava a US$ 1,99 trilhão (-3,8%), ocasião em que o Bitcoin (BTC) orbitava US$ 56,4 mil (-4,3%) com retração semanal de 5,5%, dominância de mercado a 56,2%, sentimento dos investidores em uma região de medo (34%) e a maior parte das principais altcoins em capitalização de mercado no vermelho.

Os preços retratavam a escala da aversão ao risco no dia anterior, capitaneada pela intimação do Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) à fabricante de chips Nvidia por suposta violação de leis antitruste, que combatem artifícios de corporações que impeçam a livre concorrência. O que estaria em curso pela atuação da principal fornecedora de chips de inteligência artificial (IA), que estaria impondo sanções e entraves a compradores, em caso de mudança para concorrentes da Nvidia, segundo investigações.

No mercado acionário, os papéis o Nvidia (NVDA), ticker da big tech, encerrou o pregão do dia anterior precificado a US$ 108 (-9,53%). Recuo que arrastou diversos outros papéis de empresas de tecnologia para o vermelho, que capitanearam a queda de índices como o S&P 500 e o Nasdaq, aos quais o mercado cripto historicamente se correlaciona, encerrados respectivamente em 5.528,93 (-2,12%) e 17.136,30 pontos (-3,26%).

A aversão ao risco também foi percebida pelas saídas líquidas sobre fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin, em US$ 287,78 milhões, e de Ethereum (ETH), em US$ 47,40 milhões, de acordo com dados da plataforma SoSoValue. 

No rol dos possíveis catalisadores para mais turbulência em mercados como o de criptomoedas, o departamento do Trabalho divulga nessa quarta-feira o relatório Jolts, com objetivo de informar as vagas de emprego disponíveis e a taxa de rotatividade do mercado de trabalho em agosto. Às 15 horas (horário de Brasília), o Federal Reserve (Fed) divulga a atualização do Livro Bege, que é um relatório sobre as condições do mercado nos Estados Unidos e que antecede a reunião do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês), que é o comitê de política monetária do Fed. Além disso, a possível alta na taxa de juros do Japão pressiona o BTC.

No grupo das quedas entre as principais altcoins em capitalização de mercado, o NOT valia US$ 0,0073 (-11,1%), o TON era negociado por US$ 4,59 (-11%), o 1000SATS se nivelava por US$ 0,00027 (-10,1%), o RUNE era transferido por US$ 3,70 (-9,7%), o MATIC estava quantificado em US$ 0,36 (-9,5%), o ATOM era comprado por US$ 3,99 (-8,9%) e o AKT representava US$ 2,21 (-8,6%).

Quanto às altas de dois dígitos percentuais, que se encontravam mais escassas, o RLB era negociado por US$ 0,075 (+23,8%), o MOBILE se convertia em US$ 0,0011 (+11,1%), o SHFL atingia US$ 0,35 (+13,8%), o NEIRO era trocado por US$ 0,033 (+12,9%), o DATA respondia por US$ 0,040 (+14,2%), o CAIR orbitava US$ 0,034 (+12,9%) e o FIRE se liquidava por US$ 1,03 (+10,2%).

Entre as novas listagens em exchanges de criptomoedas estavam MDP, TRB, STORJ e UMA na Biconomy, ICP3L e ICP3S na Bitrue, CPOOL na Bitget, OX na Huobi e VIC e VISTA na AscendEX, SLF na Gate.io.

No dia anterior, altcoins de baixa capitalização imprimiram alta de até 150% enquanto o Bitcoin sinalizava reação, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.