A polícia de Londres prendeu um cidadão de 19 anos suspeito de hackear grandes artistas para roubar músicas inéditas e vendê-las em troca de moedas digitais, como o jornal diário canadense The Vancouver Sun publicou em 13 de setembro.
O escritório do promotor de Manhattan iniciou uma investigação depois de receber reclamações de empresas de gestão de artistas representados por gravadoras. Comentando o assunto, o inspetor-detetive Nick Court, da Unidade de Crimes de Propriedade Intelectual da Polícia da Cidade de Londres, declarou:
"A ação de hoje marca um ponto significativo em nossa investigação sobre os indivíduos responsáveis por roubar músicas e vendê-las em sites de streaming ilegais em todo o mundo".
Criptos podem facilitar crimes?
Os criminosos usam cada vez mais criptomoedas para atividades ilícitas, de acordo com a empresa de segurança blockchain CipherTrace. Em 2019, atores maliciosos usaram principalmente o Bitcoin (BTC) para comprar e vender drogas ilegais, armas, bem como credenciais cibernéticas e bancárias nos mercados da darknet.
Neil Wals, chefe do Programa Global de Cibercriminalidade do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, alertou no mês passado que as criptomoedas tornaram o combate à lavagem de dinheiro significativamente mais difícil. Ele acredita que as criptomoedas adicionam uma camada de sigilo, o que pode facilitar o crime.
Adoção de moedas digitais na indústria do entretenimento
No entanto, as moedas digitais estão entrando silenciosamente no setor de entretenimento, com seus principais players explorando e adotando a nova classe de ativos. No início de setembro, a gigante coreana da música pop SM Entertainment revelou planos para construir sua própria criptomoeda e blockchain. A SM Entertainment espera que a plataforma blockchain faça a ponte entre o mundo físico e virtual.
O gigante da mídia global Warner Music Group também criará ativos digitais usando uma nova blockchain público apoiada pelo criador do CryptoKitties. O investimento recente da empresa, no mínimo de US $ 1 milhão, na forma de uma segurança conversível, pretende desbloquear um novo método para compartilhar o conteúdo da Warner Music, bem como um novo tipo de envolvimento com os artistas.