O mercado de criptomoedas recuava a um market cap de US$ 3,8 trilhões (-3%) na manhã desta sexta-feira (29), quando o Bitcoin (BTC) orbitava US|$ 110 mil (-2,7%) com dominância de mercado a 57,6%, sentimento de neutralidade dos investidores (47%) e as principais altcoins no vermelho, apesar da explosão de 100% do PYTH.
O PYTH, que era negociado por US$ 0,23 (+100%), podia ser considerado um caso à parte, já que a explosão sucedia um anúncio da Pyth Network, de que o Departamento do Comércio dos Estados Unidos escolheu a plataforma de oráculos descentralizada para verificação e distribuição de dados macroeconômicos on-chain.
The U.S. Department of Commerce has selected Pyth Network to verify & distribute economic data onchain 🏛️
— Pyth Network 🔮 (@PythNetwork) August 28, 2025
Today’s announcement by @howardlutnick & @realDonaldTrump marks a landmark step for the adoption of decentralization & validates Pyth’s role as a trusted data source 🧵 ⬇️ pic.twitter.com/cOvw8lDNhP
PYTH à parte, a aproximação do fim de semana e a saída de capital líquido do mercado cripto, cerca de US$ 110 bilhões, ocorriam na contramão da alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, de curto e longo prazo. O que coincidia com a elevação do índice de força do dólar americano (DXY), a 98,01 pontos (+0,15%).
O Bitcoin também perdia terreno para outros investimentos, já que o benchmark cripto não conseguiu sustentar o suporte de US$ 113 mil no dia anterior, quando o S&P 500 rompeu 6.500 pontos pela primeira vez na história, encerrando o pregão a 6.501,86 pontos (+0,32%). Na mesma direção, o Nasdaq, outro índice historicamente associado ao desempenho do BTC, encerrou o pregão a 21.705,16 pontos (+0,53%).
Esse movimentos sucederam o otimismo dos mercados com a divulgação do Produto Interno Bruto dos EUA, cujo acumulado anual do segundo trimestre foi de 3,3%, segundo dados do Departamento do Comércio. Esse percentual superou em 0,3% a estimativa divulgada no final de julho e ofuscou, por ora, narrativas pessimistas, como o crescimento do endividamento dos EUA, o tarifaço e o embate do presidente dos EUA, Donald Trump, com a diretora do Federal Reserve (Fed) Lisa Cook, que processou o republicano após uma tentativa de demissão sem justa causa do chefe da Casa Branca.
O VIX, “índice do medo” calculado pela Bolsa de Valores de Chicago (CBOE) a partir do desempenho das empresas de capital aberto que compõem o S&P 500, mantinha-se baixo ao pontuar 14,60 (-1,7%). Já os fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados em Bitcoin e de Ethereum (ETH) avançaram através de respectivas entradas líquidas de US$ 178,90 milhões e US$ 39,16 milhões, segundo dados da SoSoValue.
O monitoramento da Coinglass do mercado de Futuros de criptomoedas mostrava baixa a US$ 202,7 bilhões (-2,4%) no Interesse Aberto e retração a US$ 343,7 bilhões (-0,7%) no volume de negociações. Já a liquidação de traders alavancados de criptomoedas expandia a US$ 413,8 milhões (+57%), com desvantagem para os touros em razão da liquidação de quase US$ 352 milhões em posições compradas (longs), que são os tomadores de empréstimos objetivando revenda a preços mais altos.
Apesar da saída de capital líquido do mercado cripto, a continuidade do baixo risco e desinteresse/queda de dominância do Bitcoin mantinham certo alvoroço de sardinhas e baleias pela compra de altcoins. Era o que apontava o índice de força relativa (RSI) médio das criptomoedas da Coinglass, a 43,65 pontos, com a maioria dos tokens nas regiões neutra e de compra. Fora dessa faixa, tokens como W, B, MAV, CATI, SYRUP, TA, AI e SKYAI se localizavam em zonas de forte compra, mais sujeita a correção. Na outra ponta, XTZ, SKL, ALCH, MORPHO, SUN, RUNE e TWT estavam nas zonas de venda ou sobrevenda, com maiores chances de reversão.
O índice altseason, que se referencia pelas 100 maiores capitalizações de mercado de altcoins, encontrava-se avançado a 57 pontos, em sinal de rotação de capital para os tokens. No grupo das mil maiores altcoins em market cap, o CRO derretia a US$ 0,30 (-16,2%) com alta acumulada semanal de 106,5%), o SPX era trocado por US$ 1,12 (-10,7%), o AERO se nivelava por US$ 1,14 (-10,5%), o HYPE era negociado por US$ 44,22 (-8,1%), o PUMP orbitava US$ 0,0033 (+5,4%) e o ENA valia US$ 0,65 (+2%).
Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o B era negociado por US$ 0,68 (+19,5%), o W representava US$ 0,087 (+17,1%), o M se equiparava a US$ 0,46 (+11,5%), o BLOCK era trocado por US$ 0,27 (+87%), o PCI estava cotado a US$ 0,10 (+22,4%), o PYTH se nivelava por US$ 0,097 (+16,8%), o LAUNCHCOIN se comparava a US$ 0,067 (+13,7%) e o BLOCK se referenciava por US$ 0,18 (+13,5%).
Entre as novas listagens estavam MISSION e MITO na gate.io, MITO na Bybit Futuros, MEXC e Binance Futuros, MISSION na MEXC, XLAB na BitMart, CAMP e BAS na CoinEx, WLFI na Kucoin, CAMP na Bithumb, COPE e PEG na AscendEx.
No dia anterior, o Bitcoin chegou a US$ 113 mil, mas perdeu terreno e as altcoins dispararam até 53%, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.