Por que o preço do Bitcoin caiu para US$ 109 mil novamente? O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta sexta-feira, 29/08/2025, está cotado em R$ 596.715,91
O BTC consegui recuperar US$ 113 mil com uma leve alta de 1,6% animando os traders para uma recuperação mais ampla.
Por que o preço do Bitcoin caiu
A pressão começou quando o Bitcoin rompeu o suporte crítico de Fibonacci em US$ 114.757, nível que havia sustentado a alta registrada entre julho e agosto. O rompimento desencadeou uma onda de vendas automáticas, que acelerou o movimento de queda.
Analistas, como Mike Ermolaev, fundador da Outset PR, destacam que o MACD negativo em -568,92 confirma o impulso de baixa, enquanto o RSI em 44,79 ainda abre espaço para novas quedas. Agora, o próximo suporte relevante aparece em US$ 112.121, no nível de 78,6% de Fibonacci, e um rompimento sustentado pode intensificar a pressão vendedora.
Além dos fatores técnicos, o ambiente macroeconômico tem contribuído para o pessimismo. Investidores aguardam a divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos em 1º de setembro e, logo em seguida, a reunião do Federal Reserve, que pode trazer sinais sobre o futuro da taxa de juros.
A expectativa de estagnação econômica combinada com inflação persistente aumenta os riscos de stagflação, e mesmo um corte de juros, estimado em apenas 30% de probabilidade, pode não ser suficiente para estimular a demanda por ativos de risco como o Bitcoin.
No lado mais imediato do mercado, a liquidação de posições alavancadas ampliou a pressão de venda. Entre os dias 28 e 29 de agosto, US$ 76,75 milhões em posições long de Bitcoin foram liquidados, um salto de 84% em relação ao dia anterior. Esse movimento em cascata forçou ainda mais a queda abaixo de US$ 110 mil. Apesar de o interesse aberto nos derivativos ter subido 32% no mês, o aumento ocorreu em meio a preços em queda, o que reforça o alerta sobre excesso de especulação.
Apesar da pressão sobre os traders de curto prazo, dados on-chain revelam que 85% da oferta de Bitcoin segue inativa há mais de seis meses, um sinal de que os investidores de longo prazo permanecem firmes em suas posições. Mesmo assim, a volatilidade aumenta para quem opera movimentos mais curtos e depende de alavancagem.
Bitcoin análise macroeconômica
André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados asiáticos registraram alta moderada, impulsionados pela valorização das ações de tecnologia nos Estados Unidos após os resultados da Nvidia, que reafirmaram o forte investimento em infraestrutura de inteligência artificial.
As atenções agora se voltam para o índice de preços de consumo (PCE), o indicador preferido do Federal Reserve para avaliar pressões inflacionárias, considerado crucial para a decisão na reunião de setembro. A probabilidade de corte de juros está em torno de 86%, segundo o FedWatch, impulsionada também pela fraqueza do dólar, diante das crescentes pressões políticas sobre o banco central dos EUA.
O petróleo e o ouro recuaram, enquanto o Bitcoin manteve-se relativamente estável, sendo negociado na faixa dos US$ 111.600. A expectativa de curto prazo para o Bitcoin tende a ser neutra a levemente positiva. A combinação de um dólar enfraquecido com alta probabilidade de cortes de juros nos EUA favorece o apetite por ativos de risco, como o BTC.
Apesar da cautela relacionada à divulgação do PCE, a preparação do mercado para uma postura mais acomodatícia por parte do Fed sustenta o interesse por criptoativos. O Bitcoin pode permanecer em fase de consolidação com viés de alta moderada, especialmente se os próximos dados reforçarem projeções dovish por parte do Federal Reserve.
Bitcoin análise técnica
Os analistas da Bitunix destacaram que o cenário segue altamente sensível e que há uma densa resistência no nível de US$ 114.600, seguida por outro ponto de pressão em US$ 116.800, enquanto o suporte mais próximo aparece em torno de US$ 107.600.
“Para o Bitcoin, o foco está em observar se os US$ 114,5 mil podem ser reconquistados como suporte. Caso contrário, um novo teste na região de US$ 107,6 mil pode ser inevitável”, completou o analista.
As liquidações em massa também contribuíram para intensificar o movimento. Nos últimos dois dias, US$ 76,75 milhões em posições compradas foram liquidados, um aumento de 84% em relação ao período anterior. Esse efeito dominó obrigou traders alavancados a sair de suas posições, pressionando ainda mais o preço para baixo.
Para Timothy Misir, chefe de pesquisa da BRN, o dado reforça a leitura de que o mercado cripto está em um momento de consolidação.
“O PIB forte e a publicação dos dados na blockchain dão credibilidade ao setor, mas a falta de convicção no mercado à vista mantém o Bitcoin preso entre US$ 111 mil e US$ 113,5 mil. A posição deve permanecer equilibrada, com viés construtivo, levemente sobrepeso em Solana e Bitcoin, mas com cautela em Ethereum abaixo de US$ 4,5 mil”, avaliou o analista.
Caio Leta, Head de Pesquisa e Conteúdo Bipa afirma que olhando desde 2024, é possível ver uma grande subida em março, quando saiu do patamar dos US$ 45 mil até os US$ 75 mil e oscilou nesta faixa por uns sete meses.
Em novembro, subiu de US$ 60 mil para US$ 90 mil. Em janeiro deste ano, atingiu US$ 110 mil e chegou à máxima histórica de US$ 123 mil agora.
Podemos então observar que o valor está se consolidando lateralmente entre US$ 90 mil e US$ 120 mil nesse período. Acho que este deve ser, então, o padrão para o Bitcoin no médio e longo prazo. O que está aparecendo agora é que, em vez de termos um mercado com um “glow of top”, que é aquele onde o preço “estilinga”, vai lá para cima e depois cai patamares de 70% a 80%, como foi entre 2020 e 2022, ou mesmo entre 2015 e 2018, agora a tendência é de ciclo mais parecido com uma escada, no qual o preço sobe e se consolida, sobe de novo e se consolida.
Paulo Aragão, apresentador e fundador do podcast Giro Bitcoin, afirma que se a EMA de 100 dias em US$ 110.883 continuar a se manter como suporte, o BTC poderá estender a recuperação em direção à sua próxima resistência diária em US$ 116.000.
No entanto, o Índice de Força Relativa (RSI) no gráfico diário marca 42, abaixo do seu nível neutro de 50, indicando um momentum de baixa. Para que a recuperação se sustente, o RSI precisa se mover acima do seu nível neutro. Por outro lado, se o BTC corrigir e fechar abaixo de sua EMA de 100 dias, ele poderá estender o declínio em direção ao seu próximo suporte importante em US$ 103.991, a EMA de 200 dias.
Portanto, o preço do Bitcoin em 29 de agosto de 2025 é de R$ 596.715,91. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0016 BTC e R$ 1 compram 0,0000016 BTC.
As criptomoedas com maior alta no dia 29 de agosto de 2025, são: Pyth Network (PYTH), Provenance Blockchain (HASH) e Ethena (ENA), com altas de 56%, 7% e 6% respectivamente.
Já as criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 29 de agosto de 2025, são: Cronos (CRO), Hyperliquid (HYPE) e Algorand (ALGO), com quedas de -15%, -7% e -6% respectivamente.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.
O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.
Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.
O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.
Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.
Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).
Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.
A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.
Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.
Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletidas nas posições do Cointelegraph Brasil. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar decisão.