O Partido Democrático Trabalhista (PDT) declarou que irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) em busca de 'barrar' a possível privatização do Serpro, empresa pública de tecnologia que presta serviço para diversos órgãos federais e uma das principais responsáveis pelos desenvolvimentos de aplicações em blockchain para o Governo Federal.
O partido entrou com a ADI 6241 - Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o Programa Nacional de Desestatização, proposta pelo presidente Jair Bolsonaro e que prevê, além do Serpro, a privatização da Casa da Moeda do Brasil (que recentemente teve o especialista em Bitcoin, Fernando Ulrich, admitido em seu Conselho), a Empresa de Tecnologia e Informações da
Previdência Social (Dataprev), que administra os dados da Receita Federal do Brasil (inclusive as transações de BTC e criptomoedas que devem ser informadas pela IN 1888)
Além da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias S/A (ABGF) e a Empresa Gestora de Ativos (Emgea) e o Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada S/A (Ceitec). A ação do PDT será analisada pela ministra Carmem Lúcia.
Enquanto isso, durante a Futurecom, o maior evento de tecnologia do Brasil, o Serpro apresenta os desenvolvimentos em blockchain da instituição dentro do tema "Tecnologias Disruptivas" que agrega Blockchain, Inteligência Artificial, Machine Learning, Bots, Computação Quântica, Digital Twins, Data Analytics e OTT.
O Serpro é responsável pelo desenvolvimento do bConnet, aplicação em blockchain voltada para o Comércio Exterior e que pretende 'unificar' e agilizar processos de importação e exportação entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Como noticiou o Cointelegraph, Marco Túlio Lima, especialista em blockchain do Serpro, destacou que a tecnologia DLT pode ter vários usos inclusive garantindo a segurança para cada órgão que a adotar.
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