A Polícia da Nova Zelândia informou que a exchange Cryptopia, recentemente hackeada, está pronta para retomar suas operações, informou a agência de notícias The New Zealand Herald nesta quarta-feira, 13 de fevereiro.
O detetive Greg Murton afirmou que a maior parte do trabalho exigido pelo High Tech Crime Group nas instalações da Cryptopia em Christchurch está praticamente concluída, garantindo que a gerência da Cryptopia agora tem acesso total às suas instalações comerciais.
O oficial afirmou que a polícia não está impedindo a Cryptopia de retomar suas operações e se negou a comentar sobre o volume de criptos roubadas no hack que veio a público no dia 15 de janeiro.
Embora a polícia da Nova Zelândia tenha informado que a Cryptopia estará "aberta novamente quando quiser", o site da empresa permanece em manutenção e cita um relatório oficial da polícia da Nova Zelândia sobre a investigação.
Conforme relatado pelo The New Zealand Herald, os fundadores da Cryptopia não responderam as perguntas sobre quando ou se a exchange retomará as operações. Enquanto isso, as contas da Cryptopia nas redes sociais também permanecem em silêncio, com sua conta no Twitter inativa desde 28 de janeiro.
Depois do hack que levou a mais de US$ 16,1 milhões da exchange, a Polícia da Nova Zelândia lançou uma investigação junto às forças internacionais para rastrear os hackers. O ataque começou em 15 de janeiro e durou cerca de duas semanas, com fundos retirados de dezenas de milhares de carteiras Ethereum (ETH).
De acordo com o último relatório do The New Zealand Herald, alguns especialistas em criptos estimaram que a quantidade roubada valia até US$ 23 milhões.
Em 7 de fevereiro, a polícia da Nova Zelândia informou um "excelente progresso" em sua investigação no hack de Cryptopia, afirmando também que o processo deve levar "um tempo considerável para resolver devido à complexidade do ambiente cibernético".
Em 4 de fevereiro, uma empresa de análise de blockchain descobriu que US$ 3,2 milhões em tokens roubados da Cryptopia foram liquidados em grandes exchanges de criptomoedas, com a maioria dos fundos passando pela Etherdelta, Binance e Bitbox.