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Caio Jobim
Escrito por Caio Jobim,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Mynt, do BTG Pactual, libera transferências de criptomoedas para carteiras externas após colapso da FTX

Permissão para que usuários da plataforma do BTG Pactual façam a própria custódia de seus ativos digitais foi implementada na esteira da falência da FTX, explicou André Portilho.

Mynt, do BTG Pactual, libera transferências de criptomoedas para carteiras externas após colapso da FTX
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Em resposta a uma demanda que ganhou força após o colapso da FTX, a Mynt, plataforma de negociação de criptomoedas do banco BTG Pactual, liberou a transferência de ativos digitais para carteiras externas.

Assim, os clientes da Mynt poderão tanto sacar quanto depositar os criptoativos suportados pela plataforma para carteiras de autocustódia ou de outras plataformas de negociação.

Atualmente, a Mynt disponibiliza a negociação de Bitcoin (BTC), Ether (ETH), Cardano (ADA), Polkadot (DOT), Solana (SOL), Polygon (MATIC), Chainlink (LINK) e a stablecoin atrelada ao dólar, USD Coin (USDC). Por enquanto, a transferência estará disponível apenas para as cinco primeiras. A funcionalidade será liberada para as demais em breve, segundo o comunicado da Mynt.

A opção pela autocustódia ganhou força no mundo todo após o colapso da FTX, visto que houve um forte abalo na confiança dos investidores em relação a exchanges e plataformas de negociação e empréstimos centralizadas. 

Segundo André Portilho, head de ativos digitais do BTG, afirmou que a implementação da medida já fazia parte dos planos de atualização da Mynt, mas foi acelerado em virtude da quebra da FTX e seus desdobramentos:

"Tornou-se essencial dar mais liberdade de custódia ao investidor, algo que era demanda forte dos entusiastas, mas vai além disso. Criamos a Mynt para tornar mais fácil para as pessoas não letradas em cripto operarem com segurança."

 Portilho destacou ainda que, ao contrário das principais plataformas de negociação de criptomoedas brasileiras, a Mynt desenvolveu um sistema de custódia próprio para oferecer maior segurança aos investidores, garantido pelo BTG Pactual:

"Todo o controle operacional e das chaves está conosco, e no Brasil. São várias camadas de segurança."

Em caso de crises de insolvência como as que afetaram a FTX e outras plataformas de negociação de criptomoedas internacionais – sendo a última delas a BlockFi – os investidores podem recorrer à Justiça para tentar reaver seus ativos digitais.

"Pessoas que têm ativos em exchanges estrangeiras podem se sentir inseguras. Além disso, a Mynt é uma empresa brasileira. Imagine se o usuário tiver problemas numa corretora estrangeira, o que é que ele vai fazer?”, questionou Portilho em declaração a uma reportagem da Exame.

Com a liberação das transferências, a Mynt sai na frente das concorrentes da XP Investimentos, a Xtage, e o Nubank, que não permitem saques e depósitos vinculados à carteiras externas

Novos recursos à vista

O executivo revelou ainda que a Mynt estava aguardando a aprovação do projeto de lei que regulamenta o mercado de criptomoedas no Brasil para oferecer novos recursos aos usuários da plataforma, como serviços de staking e empréstimos. Ambos são instrumentos que geram renda passiva em criptoativos para os investidores.

Conforme noticiou o Cointelegraph Brasil recentemente, a falência da FTX desencadeou o maior volume de saques de Bitcoin de exchanges centralizadas para carteiras autocustodiais. 

As últimas semanas registraram o maior declínio mensal nos saldos das exchanges da história, chegando a atingir uma taxa de saques de 177,9 mil BTC/mês. O número de Bitcoin disponível nas exchanges "caiu para a menor porcentagem de oferta (11,99%) disponível desde dezembro de 2017", destacou Checkmate, analista da Glassnode.

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