Mulher é acusada de usar dinheiro de pensão em pirâmides de Bitcoin e deixar filhas passarem fome

Em um processo que pede a guarda permanente de três crianças um pai alega que a mãe teria usado o dinheiro da pensão alimentícia para investir em pirâmides financeiras de Bitcoin e deixado as filhas passarem fome por conta da suposta falta de recursos.

Segundo o processo, o casal teria se separado em 2017, ficando acordado entre as parte que a guarda das crianças ficaria com a mãe, ficando pai responsável pelo pagamento de pensão, além do pagamento da escola regular e de inglês das três filhas, bem como transporte à escola. Além disso, também teria atuado como fiador do apartamento alugado pela ex-esposa.

Contudo alega o pai, autor do processo, que após o aluguel do apartamento, sozinha com as crianças, a ex-mulher, passou a deixar as crianças por vezes dormindo sozinhas enquanto dormia em outros locais.

"por vezes deixava as crianças sozinhas durante toda a noite, ameaçando-as de que se contassem ao “papai”, as meninas nunca mais veriam a “mamãe”", diz a ação.

Além disso, segundo o ex-marido, o dinheiro todo provisionado à mãe das menores - cerca de R$ 30.000 - teria sido usado para investimentos em pirâmides financeiras que prometiam altos retornos em Bitcoin.

(...) o dinheiro todo provisionado pelo pai à mãe das menores (R$ 30 mil), foi usado para investimentos na moeda “bitcoin” e outras pirâmides através do cunhado da Ré (Sr. R.), e as crianças estavam sem internet, sem TV a cabo, sem crédito no celular, sem comida na geladeira, enfim, passando privações nunca antes suportadas, visto que sua genitora utilizou o dinheiro de alimentos para finalidade diversa; que, enquanto as crianças comiam mal, a Ré se alimentava, na companhia do cunhado, no bistrô na praça da CTI (a ser oportunamente provado) e em outros restaurantes; que as crianças estavam sofrendo emocionalmente porque não tinham mais a babá, que lhes era como uma segunda mãe, nem podiam ficar com o pai, porque a mãe estava proibindo isso", diz a ação.

O ex-marido alega ainda que a mãe das crianças "para manter segredo do “abandono afetivo” a que estava submetendo suas filhas", teria proibido que seus próprios pais (avós maternos) pudessem ver ou falar com as crianças e "que se tornou praxe o fato da Ré deixar a porta do apartamento destrancada, para que as crianças pudessem entrar sem ter a companhia de um adulto".

Diante de todas as acusações o pai pede a formalização da guarda imediata de suas filhas, já que já está com a guarda de fato, "visto que as crianças estão passando por situações de risco sob os cuidados da mãe, além de estarem com comprometimento emocional já verificado por especialista".

Não encontrando a mãe para citar oficialmente do processo a justiça determinou, neste caso, a citação por edital.

"Encontrando-se o réu em lugar incerto e não sabido, foi determinada a sua CITAÇÃO, por EDITAL, para os atos e termos da ação proposta e para que, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, que fluirá após o decurso do prazo do presente edital, apresente resposta. Não sendo contestada a ação, o réu será considerado revel, caso em que será nomeado curador especial. Será o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei", finaliza a decisão.

Como noticiou o Cointelegraph um pouco mais cedo, a Polícia Civil de Manaus, prendeu na noite de 16 de dezembro, uma pessoa acusada de aplicar golpes com bitcoin e criptomoedas prometendo lucros semanais, contudo, segundo denúncias feitas à Delegacia, apesar das promessas os supostos rendimento não eram pagos e vítimas teriam relatado não ter conseguido sacar os valores investidos.

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