O receio de uma possível interpretação desfavorável por parte da Comissão de Valores Imobiliários (CVM), relacionada ao enquadramento de tokens imobiliários, representativos da propriedade de um prédio em São Paulo, como oferta de valor mobiliário do empreendimento, deverá levar para fora do Brasil a rodada de negociação dos criptoativos. O que está previsto para acontecer em setembro e arrecadar entre R$ 50 milhões e R$ 70 milhões em um país, ainda não divulgado, onde a legislação seja favorável à operação.
A informação, publicada na última terça-feira (7) na coluna E-investidor, do Jornal O Estado de São Paulo, foi revelada por Helena Margarido, cofundadora e head de análise de criptomoedas da plataforma Monett, que participa do desenvolvimento do projeto.
Ela acrescentou que o imóvel a ser tokenizado ainda não foi escolhido, mas garantiu que os investidores que comprarem o token imobiliário terão todos os direitos sobre o patrimônio e os recebíveis por metro quadrado, o que, neste caso, também inclui os lucros em caso de venda, a serem repassados proporcionalmente aos detentores dos tokens.
De acordo com Helena Margarido, dois prédios na capital paulista estão em análise e a escolha está prevista para as próximas semanas. Após a definição do prédio, acontecerá a divisão do imóvel, que poderá ser em menor quantidade e com preço maior por token, R$ 15 mil, ou em maior quantidade de tokens com um valor menor, R$ 1,5 mil por unidade de criptoativo, segundo ela.
A representante da empresa destacou a opção de lançamento no exterior, em país com jurisdição favorável a projetos de criptomoedas, argumentando que:
“Poderia perfeitamente acontecer no Brasil. Infelizmente, os nossos órgãos reguladores estão lá atrás no que diz respeito às inovações tecnológicas.”
Enquanto isso, no Congresso Nacional, a regulamentação das criptomoedas no Brasil poderá ter mais uma reviravolta relacionada ao texto definitivo do Projeto de Lei (PL). Isso porque o relator da 'Lei Bitcoin' barrou a votação do PL na Câmara dos Deputados e disse que vai rejeitar os destaques do Senado feitos na proposta, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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