‘Golpe’ até nos ares: passageiro relata abordagem de líder da FX Trading em voo de São Paulo para Qatar

Um passageiro de um voo da Qatar Airlines que saiu de São Paulo no dia 11 de novembro com destino ao Qatar relatou ao Cointelegraph que foi abordado por um suposto líder da FX Trading que o convidou para um investimento "imperdível" em Bitcoin.

O relato foi colhido pelo Cointelegraph em Singapura, onde o portal promove o BlockShow 2019, um dos principais eventos do mundo sobre Bitcoin e criptomoedas.

Segundo o relato, o suposto líder da FX Trading, empresa proibida de atuar no Brasil, teria sentado ao lado do passageiro, que preferiu não revelar seu nome, durante o trajeto São Paulo-Qatar.

Depois de conversarem sobre assuntos aleatórios, o suposto líder da FX Trading teria dito que sua viagem ao Qatar só teria sido realizada por conta de aplicações de alto rendimento feitas em plataformas de criptomoedas.

Segundo ele, teria aplicado cerca de US$ 1 milhão e estaria recebendo mais de 4% ao dia, por meio de um complexo sistema de bonificações na FX Trading que afirma realizar investimento em Bitcoin.

Ainda de acordo com o investidor, a ‘prova’ de que a FX Trading era séria seria que sua antecessora, a F2 Trading teria pago o investimento inicial de todos os seus clientes após um período de ‘adaptação’ para o lançamento do novo sistema.

Sem ter para ‘onde correr’ o passageiro, segundo suas palavras, ele diz que durante as 15 horas seguintes (tempo total do vôo) escutou relatos de ganhos garantidos e promessas de riqueza com ‘o dinheiro do futuro’.

Depois, para "livrar-se" do suposto líder, o passageiro revelou ao Cointelegraph que mostrou interesse no investimento e passou um número de telefone ao suposto líder pedindo que ele lhe contactasse para ‘firmar o aporte’.

Contudo, segundo o passageiro, o número informado é de um amigo que trabalha na Polícia Civil e que foi alertado de que um ‘suposto golpista’ iria entrar em contato oferecendo ‘dinheiro fácil’.

O Cointelegraph entrou em contato com a Comissão de Valores Mobiliários do Brasil (CVM), que informou que Philip Han e a FX Trading não possuem autorização ou dispensa da autarquia para atuar no mercado nacional.

A autarquia também destacou que Han já tem condenações feitas pela CVM por outras atividades supostamente ilegais e que o caso foi encaminhado a Polícia Federal e ao Ministério Público.

Enquanto isso, nas redes sociais, usuários tem relatado atraso nos saques da FX Trading: “A citada empresa FX Trading sumiu com o investimento e o lucro dos investidores. Não tenho onde recorrer”, diz um investidor de São Paulo.

Como noticiou o Cointelegraph, recentemente nossa equipe recebeu uma denúncia contra a Midas Trend que também promete rentabilidade garantida com Bitcoin e criptomoedas e é acusada de ser uma pirâmide financeira

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