Polícia Federal, Ministério Público e Secretaria da Fazenda investigam mais de 50 empresa suspeitas de aplicar golpes com Bitcoin

A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Secretaria da Fazenda teriam montado uma força-tarefa que etá investigando mais de 50 empresas suspeitas de aplicarem golpes com Bitcoin e criptomoedas, segundo reportagem da TV Record, publicada em 06 de outubro.

A reportagem tratava sobre pirâmides financeiras e investidores que, iludidos com as promessas de lucro fácil, acabam aplicando seus recursos em investimentos "impraticáveis", que oferecem retorno de até 400% por mês, como é o caso da Unick Forex, YouXWallet e outras que também não possuem registro na Comissão de Valores Mobiliários do Brasil (CVM).

A TV Record contou um pouco a história da HPX Crypto, que prometia este tipo de rendimento por meio de Bitcoin e era divulgada por youtubers e influenciadores digitais e agora, não está pagando os clentes que investiram recursos e 'sumiu' sem deixar nenhum rastro ainda mais que a empresa não tinha nem ao menos CNPJ válido no Brasil.

Questionando a Policia Federal sobre este tipo de delito, a mesma informou, segundo a Record que já há uma Força Tarefa montada investigando mais de 50 empresas do tipo, uma delas, como apontou o Cointelegraph é a Unick Forex que inclusive, segundo a PF, teria cometido outros crimes como evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

A Record recomenta ainda que todas as pessoas que se sentirem lesadas por fraudes envolvendo criptomoedas, devem procurar a Delegacia de Polícia e registrar Boletim de Ocorrência.

Como noticiou o Cointelegraph, o Banco Original, entre as principais instituições financeiras do país, foi o patrocinador principal da Expo Boa Chance, que ocorreu de 02 a 05 de outubro no centro de exposição do Shopping Dom Pedro, em Campinas.

O evento foi voltado para empresas de Marketing Multi Nível porém, segundo levantamento do Cointelegraph, a grande maioria delas não tem autorização para atuar no Brasil e muitas são acusada de pirâmide financeiras, algumas ofereciam retornos, garantidos, de até 400% sobre o investimento.

Segundo comunicado dos organizadores do evento, o Banco Original "como patrocinador do evento, está oferecendo vantagens em aberturas de conta, financiamentos e benefícios para novos correntistas empreendedores", destacou.

A medida causou enorme estranheza no mercado tendo em vista que boa parte das empresas participantes do evento não tem autorização da Comissão de Valores Mobiliários do Brasil (CVM) para atuar no país e também são acusadas de operar atividades ilegais e crimes contra a economia popular por meio de pirâmide financeiras, inclusive afirmando investir em Bitcoin e criptomoedas, setor que já teve contas bancárias encerradas pela instituição.